Nascer homem ou nascer mulher não é escolha pessoal. É segredo da natureza. Seja homem ou seja mulher, ambos nascem com os mesmos direitos e os mesmos deveres perante a lei dos homens e perante Deus. Especialmente porque Deus não faz distinção é que cada qual deverá procurar realizar aquilo que é próprio de sua natureza.
Mas nem todos pensam assim, o fato de nascer mulher pesa sobre ela a probabilidade maior de ter que suportar a pobreza e o drama de ter que assumir perante seus filhos o ofício de pai e de mãe. Cabe-lhe a difícil tarefa de sustentar e educar sozinha a prole.
Outra situação nada agradável será a de ver seus direitos básicos violados e ter que viver na extrema pobreza a ponto de se prostituir e vender sua dignidade para garantir sua sobrevivência e a de seus filhos.
Uma outra situação alarmante revela que muitas mulheres são afetadas pelo vírus da AIDS por seus parceiros que, na maioria dos casos, as abandonam e acabam marginalizadas, entregues à própria desgraça.
Estamos em tempo de quaresma. Tempo de rever atitudes, valores e princípios que movem nosso comportamento. Tempo de purificar o “templo” onde Deus quer morar: o templo do nosso coração, dos nossos sentimentos e de nossas virtudes.
Louvamos e bendizemos a Deus por tantos homens que sabem honrar, amar e respeitar a mulher. Louvamos e bendizemos a Deus pelas famílias que cultivam o respeito e a comunhão na sua intimidade e na convivência solidaria e participativa.
Louvamos e bendizemos a Deus pelas mulheres que são amadas e estimadas, são admiradas e respeitadas. Mulheres que são valorizadas e reconhecidas em suas atividades e em seus dons. Mulheres que se impõem por sua sabedoria e capacidade administrativa. Mulheres que alcançam a honra e a gloria por seus dotes pessoais e por seus talentos.
Louvamos e bendizemos a Deus pelas mulheres que estão conquistando seu espaço na Igreja,em Academias de Letras, na política e outras organizações, embora ainda seja pouco. Mas algo de novo está acontecendo no Reino de Deus e no reino dos homens. Essas conquistas precisam ser aumentadas até que cheguemos a concretizar o sagrado principio de igualdade tanto nos deveres quanto nos direitos.
Louvamos e bendizemos a Deus pela mulher mulher, pela mulher forte, pela mulher batalhadora, pela mulher sábia, pela mulher educadora, pela mulher reivindicadora de seus direitos, pela mulher construtora de uma sociedade mais justa e mais meiga, mais honesta e mais sensível aos sofrimentos das minorias.
Louvamos e bendizemos a Deus pela mulher que ama a vida e, ao concebê-la, a cultiva e a gera com alegria, e a defende desde a concepção até seu término. Não teme dificuldades e nem ameaças. Afinal, a vida é o valor máximo e merece doação total.
Louvamos e bendizemos a Deus pela mulher que assume corajosamente essa maternidade revelando suas convicções de ser transparência feliz de um Deus que é Pai e Mãe.