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J. Bandeira: "MST, UNE e CUT tentam blindar a trindade Dilma-Lula-PT"

Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil aposentado e ex-Vereador em Campo Grande, MS.

Redação

24/03/2015 - 00h00

É de um leitor de “Veja”, Luiz Gustavo Barbosa Damásio, Olinda (PE): “Tal como sorvete que derrete em uma tórrida tarde de verão, o Brasil vê a sua credibilidade se esvair, fruto inegavelmente dos treze anos de desmandos da dupla Dilma e Lula”.

Vamos corroborar com as assertivas do Luiz Gustavo? Então, vamos lá. Compulsando rádios, tevês, jornais, revistas, blogs, sites de noticias e num perfunctório lance d’olhos, vê-se os desmandos no governo do PT, como por exemplo: O PT do tesoureiro João Vaccari, recebeu 200 milhões de dólares da Petrobras; Paulo Roberto Costa, ex-Diretor de Abastecimento, recebeu pelo menos 28 milhões de dólares em propina; Renato Duque, ex-Diretor de Serviços, recebeu pelo menos 40 milhões de dólares em propina; Nestor Cerveró, ex-Diretor Internacional, indicado pelo Senador Delcídio do Amaral (PT-MS), recebeu pelo menos 30 milhões de dólares em propina; o engenheiro Pedro Barusco, afirmou à Comissão que investiga os desvios de recursos da estatal, que recebeu de suborno, quase 100 milhões de dólares. A Operação Lava-Jato, entretanto, já conseguiu a repatriação de R$ 182 milhões, valor que se encontra depositado em conta na Justiça Federal; a Justiça de Mônaco, determinou o bloqueio de R$ 34 milhões em contas atribuída ao ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada e, ainda, no Correio do Estado (19/03/15), lê-se: “Suíça bloqueia R$ 1,3 bilhão desviados da Petrobras”.

Gente, leitor (a), acrescida a toda essa roubalheira, acrescentar-se-ia o quê mais? Ora, a situação de desindustrialização  do país, refletindo, à evidência, na desorganização da economia, tudo indicando que o crescimento do PIB será zero, ou zero negativo. A inflação está acima da meta e não está controlada, as contas públicas estão maquiadas, as parcerias público-privadas de infraestrutura permanecem no papel e, assim por diante.

Nessas circunstâncias, com o elevado grau de periculosidade do mandato da Dilma, levou o desbocado e atrevido Lula a vociferar: “Quero paz e democracia. Mas eles não querem. E nós sabemos brigar também, sobretudo quando o Stédile (subvencionado com o nosso dinheiro) colocar o exército dele na rua”.

E o Stédile colocou a tropa nas ruas (13/03/15), coadjuvado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a UNE (União Estudantil), que a exemplo do MST, têm seus cofres lubrificados pelo dinheiro do contribuinte. Pois bem, essa trindade (MST, CUT, UNE), que defende Dilma e o PT, alistaram-se no exército que pode ser acionado, se necessário, contra eventual processo de impeachment contra a presidente. Então, toda essa manifestação da trindade no dia 13, teve por objetivo precípuo blindar o governo PT, do petrolão, e afagar a Petrobras.

Mais uma vez, o leitor (a), perguntar-me-á o que João Pedro Stédile do MST prega? Prega o desrespeito às leis e abolição da propriedade privada. Invade e interdita prédios públicos e fazendas produtivas. Mantém empregados de propriedades rurais em cárcere privado. Rouba gado para fazer churrasco, derruba florestas e depreda instalações, fecham rodovias, atacam praças de pedágio. Desde 2004, apenas 40 cooperativas e assentamentos embolsaram 300 milhões de reais. Enfim, o MST sai às ruas para mostrar força, respondendo, assim, a uma convocação do ex-presidente Lula e dirigentes do PT preocupados com a possibilidade do escândalo da Petrobras provocar um impeachment contra Dilma.

Agora, sim, multidões, Brasil inteiro, foram as ruas, no domingo 15, quase alcançando a cifra de 2 milhões de manifestantes, num legitimo e verdadeiro culto às cores verde e amarelo. Não eram manifestantes de fachada como a do PT. Os cartazes eram feitos pelos próprios participantes que se insurgiram, sim, contra a corrupção, a impunidade e, desse modo, dando verdadeira lição de democracia aos desordeiros adeptos da trindade Lula-Dilma-PT.

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