A primavera é multicolorida, sonorizada pelos pássaros, adoçada por mel e, acima de tudo, um clima de harmonia, entre as distintas cores e sons. As folhas (verdes) são órgão da respiração das plantas. Quando praga alguma a ataca, formigas vermelhas, por exemplo, o cenário é de tranquilidade e paz, como o é todo jardim saneado.. A primavera é de tal forma agradável que não é raro termos o desejo de viver sempre nela.
Politicamente, há nações que conseguem, exemplos de tal tranquilidade política são: Suécia, Finlândia, Nova Zelândia. Esta última com dois detalhes interessantes. O primeiro é que foi colonizada, em altíssimo percentual por “fichas sujas” e hoje não os tem em seu quadro político. O segundo é que está abaixo do Equador, como nós, onde não há tantos exemplos de “vida colorida”, como no outro hemisfério.
No Brasil, episódios recentes e inquietantes (manifestações), de cores distintas trazem um colorido de “mau presságio”. Uma vermelha, numericamente insignificante, se antecipa (tática) à outra (verde e amarela), a primeira defendendo o atual governo e a segunda conceituando-o ruim e péssimo (62%). Os coloridos, tão distintos em seus significados, recebe adição de mais inquietação, uma autêntica ação guerrilheira, em que se incendeia pneus, uma barricada vermelha, bloqueando estrada e via urbana, desafiando a ordem e impondo obstáculo ao progresso.
Esta guarda evidências de ser “obra” de um tal “exército do Stédile” assim nominado por um ex presidente da República, episódio a que se refere Gilberto Robalinho Silva (“O Exército de Stédile está nas Ruas – Correio do Estado 14-03-2015). O vermelho quer se impor? É esta a via pela qual o tal ex-presidente, candidato ao poder desde que deixou o cargo, quer voltar a ele? É “exército de Stédile” seu cabo eleitoral, ou “braço armado”?. Esta a praga que pode, em sendo fustigante, descolorir a primavera. Como se já não bastasse o panorama econômico que assusta, como bem acusa o Deputado Rinaldo Modesto (“Brasil entrará em colapso...” Correio do Estado 18-03-2015 – p3), afirmando: “A população chegou ao fundo do poço...”
Para eliminar a praga e salvar a primavera o remédio indicado é a Lei Federal nº 7.170 de 14 de dezembro de 1983, Lei de Segurança Nacional (citada por Robalinho no artigo mencionado – Correio do Estado antes citado). Lei que parece não ser reconhecida, nem lembrada, por nossa atual chefe de governo. Se o propósito da mesma é “lavar as mãos”, uma delas tentará prevalecer e ai será, a primavera ou a praga.