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Ruben Figueiró: PSDB "cheio de dedos"

Ruben Figueiró: PSDB <br> "cheio de dedos"

Redação

29/04/2015 - 00h00

Wiston Churchil, um dos mais proeminentes líderes da era moderna, dizia que não pode ser líder de um governo quem não o defende das medidas impopulares ou das piores coisas que dele é acusado.

Pois bem, da mesma forma não pode liderar um partido de oposição quem receia tomar medidas destemidas com o pudor de que elas não terão sucesso, não vingarão ou, no entender do pensamento de algumas expressões da própria legenda, são inoportunas ou não se encaixam no âmbito dos textos legais.

Desnecessário reafirmar que nosso país cruza por momentos dos mais delicados de sua existência político institucional. Furúnculos extravasam suas pestilências há algum tempo desde os lamentáveis episódios do mensalão, aumentando pruridos de um cancro de raízes profundas caracterizado pela chamada operação “lava-jato” o petrolão. A tendência, conforme segue a carruagem das investigações é a de surgir outras denúncias, já latentes no recesso de algumas empresas estatais BNDES, ELETROBRÁS et caterva. Não há caminho diferente. Diante de tantos escândalos declarados e outros à meia luz, o povo, que não tem sangue de barata, tem se levantado em protestos e repulsas à presidente da República. Desde os grotões mais recônditos de nosso território continental a voz estridente avança pelas cidades, nas ruas, no ambiente de trabalho e no recesso dos lares na ânsia por uma providência eficaz que debele o mal feito. A voz é legítima.

Enquanto isso,o que fazem partidos de oposição, em especial o meu partido, o PSDB: Reuniões de liderança procurando definir o sexo dos anjos, consultas a mestres do direito,receio de que o presidente da Câmara dos Deputados, hoje todo poderoso, lhes neguem, ab initio, a prerrogativa constitucional de pleitear o impeachment quando há um indício ponderável, detectado pelo TCU, o das “pedaladas fiscais” altamente comprometedor ao atual governo.

Importante que se ressalve a postura firme do presidente nacional tucano em dar início ao processo de impeachment, nada obstante as procelas de certos e respeitáveis líderes da tucanada. Força ao nosso presidente, o PSDB não pode ficar mais tempo à distância do reclamo popular. Não pode continuar usando luvas de pelica “cheio de dedos” no trato de um anseio que não pode ser mais contido, pois está na consciência nacional: Proposta de impeachment já! Creio que o PSDB pela sua expressão política, pelos valores humanos que possui, pelo muito que já fez pelo Brasil, tem o dever de provocar o debate sobre a proposta constitucional do impeachment perante as duas casas do Congresso Nacional, isso sob os olhos atentos e vigilantes da população. É missão inarredável da oposição. Que mal há nisso.

O PSDB não pode perder esse trem da história. Vale lembrar a máxima de Ulisses Guimarães quando alertava os políticos que “ antes de decidir, olha para que lado o povo vai”.

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