O Plano Nacional de Educação foi sancionado em junho de 2014 com a Lei 13.005, agora o governo faz firulas pela TV como se estivesse interessado na opinião da área educacional e povo. Enquanto isso, quase imperceptivelmente, a Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo de Dona Dilma prevê um “programa de apoio a redes de ensino e escolas públicas com problemas de qualidade”. De primeira, o que esse bonito título esconde é a cassação, o afastamento de diretores de colégios. “É no conserto de escolas ou redes escolares persistentemente malogradas que temos mais trabalho a fazer”, afirma o documento segundo a Folha de São Paulo.
Não foi divulgado o que seria considerado para identificar as escolas a serem “apoiadas”. Isso mais parece cilada para tirar quem não é alinhado ao desgoverno do que benefício aos alunos. Até porque, o governo federal e nem o dos estados têm profissionais suficientes para essa “caça”.
Para quem não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve. Como sempre Dilma dá uma de vaqueira em rodeio de laço comprido e joga sua laçada para todo lado, enquanto o planejamento é zero ou próximo dele. Não é de hoje que a direção da educação no MEC é usada por amadores e pseudos eficazes para experimentos de laboratório mal formulados, mal implementados e mal avaliados. Agora, o alvo são os diretores, porém os professores que se precavenham .
Que moral tem o governo para propor o afastamento de diretores por baixo desempenho? Muitos diretores gastam dinheiro deles mesmos para cobrir deficiências de materiais... Está aí um reforço para o impeachment de Dilma; temos que fazer valer o impedimento da presidente para afastá-la por baixo desempenho e, sobretudo por não limpar o governo, dos corruptos. Além desses ou os que fingem que desconhecem a podridão que campeia no governo, que abram os olhos. O regime luladilmapetista gasta (não investe) bilhões e não conclui obras em universidades. Então, como dar certo o contingenciamento de Dilma se os setores produtivos do país estão cada vez produzindo e vendendo menos, com desempregos e mesmo assim o governo quer aumentar os impostos, sem fazer seu dever, jogando dinheiro no ralo?
A PEC 47 objetiva distribuição de verba mais justa aos municípios e estados, quando a União terá que investir ao invés de 18%, aplicar 25% na educação. No entanto, Dilma briga para ficar no percentual de 18%. Deve ser a PEC 47 que de fato impediu a ida de Eliseu Padilha do Ministério da Aviação Civil para o Ministério da Articulação Política... Foi ele, quando deputado federal quem apresentou a emenda 47. Dilma é contra essa PEC.
Desde o começo da década passada, a pior execução do orçamento da educação ocorreu com Dilma. O professor Rubens Barbosa de Camargo, da USP, lembra que o governo federal tem segurado recursos. “Gastar dinheiro público tem múltiplos interesses e procedimentos não tão simples”, disse o professor. A política econômica do “vai, mas não vai”, como qualquer tipo de economia num país carente, como o nosso, produz atraso, principalmente quando o governo finge economizar, e gasta desastradamente.
Desde 2008 os investimentos anuais da educação têm diminuído. O professor Nelson Amaral, da Universidade Federal de Goiás disse: “O nível de investimentos, além do custeio, foi se intensificando, sobretudo nas obras das universidades federais. Empenha-se muito, mas as obras atrasam e não se paga.” O regime luladilmapetista está literalmente perdido diante das investigações, denúncias, prisões e réus que cada dia aumenta e chega mais perto do poder central e seus “comandantes”, segundo Lula que teria até o “exército” do Stédille/MST à sua disposição.
Esses são péssimos indicativos de enfraquecimento da República e da democracia brasileira. Os protestos com gritos de Fora Dilma e buzinaço que chegaram ao vice-presidente Temer em Ribeirão Preto há poucos dias, quando toda sua programação foi suspensa, indicam que os políticos devem abrir os olhos a favor do povo que os elegem. Isso se chama reação de quem cobra correção de mamando a caducando, na linguagem campeira. Meu abraço e desejo de bom dia, o meu bom dia pra você.