Na entrada da primavera, portanto em momento florido, na Grécia Antiga, era festejado o dia de Rhea, mãe de todos os deuses. Estamos distantes da mitologia grega, só cronologicamente.
Mãe é algo tão fantástico que não se distancia de mito, de mistério. Maria é mãe de quem é DEUS.
O adorno clássico do evento é o cravo branco, símbolo vindo da americana Ana Jarvis (1864-1948), inspiradora do primeiro dia das mães (segundo domingo de maio de 1905). Enquanto viveu, ela enviava cravos brancos para a igreja católica de Grafton (Virginia U.S.A), para serem distribuídos, na data, às mães da cidade.
Ana, ao perder a mãe, entrara em depressão. Suas amigas organizaram uma festa para ela, em lembrança do quanto ela vivera em companhia de sua mãe. Altruísta, Ana, que morreu sem ter sido mãe, transformou a festa em homenagem a todas as mães.
Mãe também é dito a qualquer coisa que seja fundamental como, por exemplo, Mãe Natureza. Há mais mistérios a desvendar, em relação à maternidade. É comum mãe ver o que se passa com um filho que está distante de seus olhos e, ainda que fale com ele ao telefone, indagando: “filho você está bem?”, obtendo a resposta: “sim mãe, estou ótimo”, vai ao encontro do mesmo, comprovando que sua “preocupação” tinha fundamento, o “bem” não era o fato.
O mistério da maternidade é tal que desafia a ciência. Só a abelha rainha da colmeia é mãe e só é mãe por ser rainha. Gera, por ovos fecundados, a abelha comum (operária) e que, por ser operária e garantir a sobrevivência de toda a colmeia, pode ser rainha e, assim sendo, gerar.
Gerando por ovos não fecundados, cria machos (zangões). Intrigante!; um ser surgindo da não fecundação. Na mulher pode ocorrer, de forma não incomum, como se poderia pensar, o desenvolver de um óvulo, por algum tempo, exatamente como se desenvolve o ovo (óvulo fecundado).
A ciência não registra, até aqui, tempo de desenvolvimento superior a doze semanas (há uma universidade em Londres estudando o caso, há 50 anos). Uma pergunta então é forçoso que se faça: teria ocorrido um caso (partenogênese) na humanidade, o de Maria, mãe de Jesus ? Nós, católicos, que cremos, não precisamos da confirmação científica, os demais, que fiquem com a pergunta.
Mãe é rainha, é garantia da colmeia, é amor incondicional. Comemoremos, pelo tempo que nos for dado em vida, o dia que nos foi ter a vida ... por nossa mãe.