A Revista Veja, 29/4/05, estampa: “Empreiteiro arrasta LULA para o meio do escândalo. Preso, Léo Pinheiro, da OAS, ameaça contar à Justiça o que sabe sobre o petrolão – e seu alvo é o ex-presidente“. Revista “ÉPOCA” traz: “Lula, o operador - o Ministério Público abre investigação contra o petista...” Surpreende o silêncio de significativa parcela da mídia, e a oposição tendo à frente Aécio Neves parece dispersa. Teme-se a repercussão ou é “rabo preso”? Cheios de dedos não fustigam Luís Inácio por suspeita de práticas escusas. Dilma e Lula, alienados, nada sabem embora a corrupção passasse e ainda passa debaixo de seus narizes. O PT e Lula seriam condescendentes com Aécio na presidência? Não. E por que uma oposição indecisa? Se opositor, deve sê-lo com lucidez. Lula tenta desqualificar as matérias das revistas e se diz bom de briga; mas acalenta carcomido bordão: “elite”, “burguesia”.
Lula, não é molusco, é sanguessuga agarrada ao poder destruindo lentamente as instituições. Percepção não é privilégio de nenhuma casta. É qualidade inerente ao ser humano, excetuando os abilolados. Assim, do letrado ao analfabeto, do gari ao médico, do caboclo ao advogado todos possuem tirocínio analítico e percebem a insensatez de um ex-presidente da República convocando João Stédile para colocar o seu “exército” nas ruas encorajando e estimulando à violência; até quem não quer ver enxerga incentivo, velado, à luta entre classes. Aí, o PT é mestre.
Na televisão e rádio a vinheta fala do pobre versus elite, exalta cota para negro, índio, pardo como se fosse ajuda redentora, mas não passa de racismo programado e “legal”. O PT se sente odiado. Quem o odiaria? Quem se “mata” de estudar e se vê preterido em concurso e vestibulares? Ou quem trabalha para ver o governo se refestelar na Bolsa Família? Stédile não tem estofo. O Juiz de Direito aposentado Mozart Hamilton Bueno, detentor da comenda da “Inconfidência Mineira”, recebida por méritos, ao saber da condecoração de Stédile com o mesmo galardão, devolveu sua medalha ao petista Fernando Pimentel governador de Minas Gerais. MOZART escreveu: “Hoje, assisto no noticiário haver Vossa Excelência conferido igual comenda a um tal Stédile, de quem ouço falar como incentivador da desobediência civil, de liderança de insurrectos e comandante de um exército ilegal e nocivo à Segurança Nacional. Respeito a escolha de Vossa Excelência por essa atitude, mas me recuso ao nivelamento que estão submetidos os nomes de grandes brasileiros que também foram distinguidos pelos governadores que lhe antecederam”. (sic)
Alguns réus, na “Operação Lava Jato”, saíram da prisão, dentre eles Léo Pinheiro, da AOS, (Sorte, né?) que deseja arrastar Lula para o escândalo. Manterá o intento? É engodo o uso de tornozeleira eletrônica, proibir saída de residência, contato entre presos. Só para os incautos. Repetir-se-á o julgamento do mensalão. Neste, revogou-se, tacitamente, o crime de formação de quadrilha e apadrinhados e os de cabedal financeiro (rua) estão livres.
A verdadeira JUSTIÇA, a de olhos vendados com a balança pendendo para a moralidade, sente num homem incorruptível e determinado à oportunidade de impor a soberania da lei. Esse homem é auxiliado por fiscais da lei e por um punhado de abnegados em conseguir provas contra corruptos.
De repente, entra em cena a JUSTIÇA servil e joga tudo por terra. O cidadão e a cidadã se desiludem ainda mais porque, forçados a conviver com quem aumentou impostos e mexeu em direitos, ainda tem de suportar um ente sofredor de amnésia, mas que é perigoso, escorregadio, dissimulado, ambicioso.
Acabou! Acabou o sonho, Acabou a fé. Acabou a esperança de ver um BRASIL sério e respeitado. A geração deste articulista fracassou e deixa às futuras um triste legado: um porvir nebuloso.