Artigos e Opinião

ARTIGO

''Colônia paraguaia comemora mais uma efeméride''

Gilson Cavalcanti Ricci - Advogado

Redação

14/05/2015 - 00h00

O aniversário da Colônia Paraguaia e o Dia do Povo Paraguaio coincidem com as festividades do Dia da Independência do Paraguai. O povo paraguaio tem muito a comemorar, pois o país guarani, de uma década para cá, vem auferindo considerável índice de desenvolvimento econômico, cultural e militar, como assim assinalam as estatísticas oficiais daquele país, bem como de outros órgãos informativos especializados em economia, que apontam o Paraguai como um novo e promissor emergente mundial. Aliás, o nosso heroico vizinho sempre teve a vocação para ser grande, como já ocorria no período anterior ao da maldita guerra de 1866 a 1870, quando se envolveu no maior conflito armado do século 19 com três de seus mais poderosos vizinhos. Por motivo desse tão doloroso episódio na vida dos nossos irmãos paraguaios, o colossal poderio militar e econômico do Paraguai foi quase totalmente destruído e mais de um milhão de paraguaios civis e militares mortos drasticamente nos terríveis campos de batalha. Não fosse essa tão triste e desastrosa eventualidade, certamente o Paraguai hoje seria um país de grande poderio, tanto sob o aspecto econômico como social e militar.

Nas artes, o povo paraguaio sempre se destacou no mundo como um dos maiores virtuoses. A música paraguaia encanta por sua poesia épica, interpretada por músicos exímios e cantantes líricos e populares, que se tornaram ícones pelo mundo afora. Ao ouvir a Harpa Paraguaia nosso coração bate mais forte, como se uma torrente eletrizante o fizesse pulsar com a celeridade dos toques mágicos movidos por seus geniais intérpretes. Quem ouve Pássaro Campana sem vibrar o coração?  E a poesia épica de Índia e dos versos dramáticos de Noches del Paraguay? Ortiz Guerreiro elevou-se ao Olimpo ao colorir a índia como “Mescla de deusa e de pantera. Donzela desnuda que habita o Guará. Mulher selvagem, que também sabe querer, também sabe sonhar”. Carlés, interpretado magistralmente por Samuel Aguayo, chorou no exílio de saudade pela “Luna radiante del Paraguay”.

Os magistrais intérpretes da música paraguaia residentes em Campo Grande constituem, além de um grande orgulho para os campo-grandenses, um símbolo marcante da Cidade Morena, com suas belas exibições em todos os quadrantes da cidade, especialmente na Associação da Colônia Paraguaia, conhecida popularmente como “Colônia Paraguaia”, que comemora festivamente na data de hoje mais um ano de trabalho em prol da comunidade paraguaia de nossa cidade. É uma entidade criada por paraguaios, que chegavam a Campo Grande a partir do final do século XIX. Tem em seus estatutos sociais a finalidade de unir e ajudar socialmente os paraguaios e seus descendentes, oferecendo-lhes um local agradável e seguro onde possam se reunir, e desfrutar de salutar descontração e lazer juntamente com suas famílias, bem como com o público em geral. Na data de hoje comemora mais uma efeméride em sua profícua existência, 42 anos, que é festejada no Dia do Povo Paraguaio e da Independência do Paraguai – três importantes efemérides comemoradas na mesma data – 14 de maio.  

Neste dia tão festivo, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul fará realizar solenidade cívica em homenagem ao Dia do Povo Paraguaio, por proposição do deputado Cabo Almi, e por força da Lei Estadual nº 2235/2001. A solenidade será levada a efeito na sede da Assembleia Legislativa – Palácio Guaicurus, no Parque dos Poderes, e terá início às 19 horas. Nesse evento serão agraciadas pessoas de destaque na órbita da Colônia Paraguaia, como autoridades e demais pessoas da nossa sociedade, que sempre colaboraram com os interesses e o bem-estar social dos paraguaios radicados em Campo Grande. 

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