Nos últimos 30 anos a AIDS (acquired immuno deficience syndrome), que em português pode ser chamada de SIDA (síndrome da imunodeficiência adquirida), levou à morte milhares de pessoas no mundo todo. O causador desta síndrome consiste em um vírus conhecido por HIV (human imunodeficiency vírus) que basicamente infecta as células de defesa, deixando os indivíduos contaminados sem um sistema imune eficiente.
Assim, o vírus do HIV, por si só não mata ninguém, mas basicamente impede que os seres humanos se defendam corretamente de doenças infecciosas como a tuberculose, e estas, por conseguinte, acabam se tornando o maior e mais letal problema dos portadores. É importante lembrar que a transferência do vírus não se dá pelo ar, contato cutâneo ou beijo. Entretanto pode ocorrer através de sexo oral, vaginal e anal, bem como com o uso de seringas contaminadas e transfusão de sangue.
Toda esta estória não é necessariamente nova. Entretanto, após décadas de pânico e terror, os mais jovens aparentemente se esqueceram dos reais problemas causados pelo HIV. Se na década de 80, o HIV era basicamente uma sentença de morte, nos dias de hoje, com o desenvolvimento de combinações de fármacos avançados, o paciente soropositivo apresenta uma alta expectativa de vida. Um paciente portador do vírus pode viver até o final de sua vida caso tenha hábitos saudáveis como alimentação balanceada e exercícios diários. Isto irá funcionar, é claro, se o portador seguir à risca os conselhos médicos e tomar os remédios nos períodos corretos e com a frequência solicitada.
Entretanto, isto nem sempre é fácil. A ida ao médico com frequência é incomum para a maioria das pessoas. Além disso os efeitos colaterais do coquetel ainda existem e causam reais problemas ao paciente, incluindo depressão, cansaço, entre outros. Embora receba gratuitamente os medicamentos concedidos pelo Sistema Única de Saúde (SUS), o paciente soropositivo deve seguir toda a burocracia necessária para conseguir o benefício. Além disso existem os fatores psicológicos e sociais que também perseguem os soropositivos, que de uma forma geral são erroneamente associados ao homossexualismo e a promiscuidade.
Finalmente, em caso de gravidez existem ainda severos cuidados para que não ocorra a transmissão vertical, levando a mãe e o bebê a um estresse considerável. Não devemos descartar a possibilidade de termos em alguns anos HIVs mutantes resistentes aos medicamentos utilizados nos dias de hoje. Um fato como este nos levaria novamente ao passado nebuloso, onde as pessoas infectadas recebiam um terrível prognostico de apenas um ou dois anos de vida.
Desta forma é uma grande bobagem acreditar que o perigo da epidemia já passou. Na verdade, esta ameaça está bem distante de ser resolvida. No Brasil, nos últimos anos, houve um real aumento do número de pessoas infectadas, atingindo novamente índices alarmantes. Uma vez que as transfusões de sangue hoje se tornaram extremamente seguras, dado a todos os testes e exames pelos quais o sangue passa antes de ser transferido a outra pessoa, os grandes vilões ainda são as seringas contaminadas bem como a prática de sexo não seguro. Embora existam algumas anomalias como pessoas contaminando outras propositalmente, a falta do uso do preservativo aumenta e muito o número de casos, devendo ser utilizado sem exceções.
Assim, vale ressaltar que a prevenção é simples e deve ser aplicada, pois HIV não tem cura ou vacina. Definitivamente neste caso é melhor prevenir do que remediar. A ciência está vigilante ao nosso lado, atuando sabiamente para solucionar os problemas de nossa sociedade.