É realmente lamentável como os direitos humanos no Brasil tem uma conotação restrita aos criminosos comuns que se encontram recolhidos aos presídios em todos os estados da federação, e estes, quando insatisfeitos promovem rebeliões cada vez mais violentas, cada vez mais sangrentas, cometendo homicídios. Destruindo o patrimônio público, com frequentes prejuízos aos cofres dos estados, por conta da reconstrução e da compra de móveis e utensílios, mas que sempre conseguem atingir os seus objetivos, empregando a violência.
A sociedade assiste passivamente como os senhores congressistas fazendo uso de seus direitos constitucionais, ajustarem anualmente, os seus próprios salários e demais vantagens, bem como o salário de suas excelências do Supremo Tribunal Federal, mas, e principalmente da Presidência da República, num piscar de olhos de uma sessão, isto, sem a necessidade de qualquer protesto ou mesmo insinuações de descontentamento. Falar que tais medidas causariam impactos na receita, nem pensar. Tudo dentro da Lei.
Para essas autoridades, a inflação acaba por corroer o poder de compra de um exercício anual, e, é claro, merece ser corrigido de imediato, assim que se anuncia o índice apurado. A impressão que temos, é que os aposentados do INSS são fantasmas ou zumbis, pois, para esses, não há possibilidade da recomposição salarial. Pasmem, desde que a lei que aprovou o fator previdenciário em 1999, portanto, há dezesseis anos, nada pode ser feito, e a perda desses brasileiros que teimam em sobreviver, chega aos 60%. É muito cruel.
O que mais chama atenção é que o partido que está no poder há mais de doze anos , prometia pôr um fim nessa injustiça social; a indignação é muito grande, até porque esses trabalhadores que contribuiram por mais de trinta e cinco anos com os cofres da previdência social, acreditaram piamente nas promessas, e o que assistimos hoje, é a existência de uma máquina cruel tal qual um matadouro, a massacrar os milhões de aposentados, sem dó nem piedade, em nome da economia da máquina pública.
Isto tudo, nas barbas dos órgãos oficiais que representam os direitos humanos, um péssimo exemplo de governo socialista.