As eleições municipais de 2016 ocorrerão a daqui aproximadamente 485 dias. Distantes, círculos, mas não tanto em certos círculos, há burburinhos. Para acicatar os ânimos a imprensa especializada está atenta na vinculação dos mexericos diários.
Os dirigentes dos partidos de maior musculatura eleitoral, exceptuando o PT organicamente fragilizado pelas tensões decorrentes da Operação Lava Jato e do desastre administrativo do governo Dilma, têm com frequência lançado mísseis especulativos sobre possíveis candidaturas ao pleito pela sucessão municipal em nossa Capital, especificamente.
Nada obstante, longe dos ambientes mais próximos de tais especulações, sei ocorrer conversações de como pintar o quadro com o perfil de eventuais postulantes à sucessão do atual prefeito. Se percebe, sem necessidade de óculos do Dr. Pangloss, que muitos são aqueles que almejam o cobiçado curul. O que considero positivo.
Este é um momento, diria, ante pré-eleitoral, inclusive para jogar conversa fora. Também de arejamento por força de ventos democráticos que despoluem os ambientes internos partidários então viciados pelos odores ciânicos das cúpulas dominantes, ao abrir oportunidade aos militantes que possuem intenções eleitorais.
Porém, tenho receio. Há que considerar as discussões sobre a propalada reforma política no Congresso Nacional. Pessoalmente, tantas vezes manifestei nesta coluna, descreio de tal reforma mercê a experiência que trago dos tempos parlamentares vivenciados por mim. Talvez, num parto laborioso, ela (a reforma) poderá vir à luz... Se tal ocorrer poderá trazer novidades motivando alterações que resultem, entre outras medidas, a redução do número de partidos existentes (ao redor de quarenta) em sua maioria de “aluguel”, fato público e notório. Seria uma espécie de cláusula de barreira ao exigir de todos os partidos a participação nas eleições com candidatos próprios a prefeito e vereadores, numa demonstração de seu potencial político eleitoral.
Modificações, se ocorrerem, provocará um aumento de candidaturas ao cargo de prefeito para sustentar a sobrevivência de partidos com menor contingente eleitoral. Em Campo Grande, por exemplo, poder-se-á ter uma récua expressiva de postulantes: A vice governadora Rose Modesto, o ex-governador André Puccinelli, os deputados federais Thereza Cristina, Luiz Henrique Mandeta, José Orcírio Miranda, o deputado estadual Marquinhos Trad, o atual presidente da Fundação de Cultura Athaíde Neri, o prefeito Gilmar Olarte, o ex Alcides Bernal, o ex deputado Edson Giroto, o empresário Chico Maia e outros de igual naipe.
Sempre entendi, lembrando o ex-governador de Minas Gerais Magalhães Pinto, que os movimentos na política são como o das nuvens no céu, têm a cada instante nova figuração. No momento não há nuvens, salvo pequenos cirros no horizonte. Na política vislumbram-se cascas de banana.