A cada dia que dou uma olhada no face, sou tomada pelos mais estranhos porém compreensíveis sentimentos, que vão desde a perplexidade, passando pela alegria ou tristeza de alguma notícia boa ou ruim e ainda pelo agradecimento sincero por estarem me colocando a par de informações verídicas que são postadas com sobriedade e bom senso por pessoas que já estão sabendo lidar com o mundo virtual, respeitando-se e respeitando ao outro, sem se valerem de animosidades ou birrinhas digitais ou de provocações quase sempre agressivas , redigidas por muitas pessoas, numa clara demonstração de que, ao se comportarem assim no mundo cibernético, por certo é assim que se comportam também no mundo real.
Dito isso, vamos ao tema: Parada do Orgulho Gay, recém- realizada lá pela região Sudeste e o tema “da hora” nas redes sociais. O que já li de pró e contra a dita cuja dá uma tese muito interessante. E já vou dizendo que eu engrosso a fileira dos que são contra. Calma, calma. É que sinto que desde o início dessa invencionice houve equívocos de estratégias dos seus organizadores, penso que igualmente gays, para que a sociedade os aceitem e respeitem suas opções.
Eu sempre respeitei e aceitei e defendi, até porque entendo que os gays, na minha concepção, são simplesmente cidadãos nascidos não coincidentes, ou seja, ao nascerem, seu gênero (masculino ou feminino, e que é resultado de uma convenção social), não coincidiu com seu sexo biológico, homem ou mulher, este, sim, pré-determinado pela Ciência Fisiológica, e mais ainda, para quem é cristão como eu, estabelecido pela Natureza Divina. Não existe qualquer demérito nessa não coincidência; no entanto, sempre é motivo de discriminação, de achincalhamento, de ironia, de bullings, de intolerância, de insultos e desrespeitos e até mesmo de violências físicas (que levam a óbito) por parte da sociedade - e até de seus familiares.
E por que, então, sou contra essa Parada do Orgulho Gay? Na verdade, para mim, sempre representou uma Parafernália Carnavalesca, haja vista inclusive os rumos que vêm tomando: tendem a superar os grandiosos desfiles das escolas de samba, com seus trios elétricos, sua alegria, sua descontração, suas fantasias cada qual mais glamourosa, as mesmas atitudes de exibicionismos desnecessários, as mesmas caras e bocas, as coloridas cabeleiras, as mini-sungas e os peitos à mostra, os requebros contorcionistas, exibicionismos desnecessários para provar .....o quê mesmo? Ah, sim, para provar que todos que ali estão têm orgulho de ser gays (ou lésbicas, bissexuais e transgêneros).
Bem, eu sou nascida coincidente, ou seja, ocorreu a compatibilização entre meu sexo de mulher e meu gênero feminino. Não me imagino tendo que sair numa Parada do Orgulho Feminino, ou meu filho numa Parada de Orgulho Masculino. Mas me imagino todos numa grande Parada de Orgulho de ser Brasileiro (apesar de tudo).
Então, o que quero dizer, é que , ao “forçar” uma defesa do direito de ser o que se quiser ser, acaba-se por desfocar a meta e se repassar uma ideia de que o mundo LBGT é apenas e tão somente isso: um mundo caricato, um outro Carnaval, e é assim por certo que vão entender as crianças pequenas, levadas pelos pais para assistirem à Parada do Orgulho Gay “ para que eles aprendam desde cedo a respeitar as diferenças”...
Penso que as crianças vão crescer com essa imagem: LBTG são um povo deslumbradíssimo, alegre e feliz, sem problemas, sem compromisso com nada, a não ser com o lazer e o exibicionismo e a descontração total. Os outros são os cidadãos sérios que pagam seus impostos, estudam, são excelentes profissionais, comportados pais e mães de família. Isto pra mim, é, de fato, uma Parada Discriminatória dura de engolir.