Todo ser humano é portador de direitos e deveres. Isso todos sabemos. À medida que desenvolve sua existência, também forma uma consciência mais clara e mais responsável a esse respeito. Isso também todos sabemos.
A partir dessa realidade, cada qual passa a governar com um jeito muito pessoal os talentos e os passos de sua vida. Tudo o que vier dos outros poderá servir de estímulo ou de freio. Mas a decisão será sempre pessoal e livre. Até Deus poderá ser visto como alguém disponível ou como alguém distante, como alguém que interfere ou que se omite em prestar socorro.
Cada qual o vê a seu modo. Sabemos, porém, que ninguém poderá mudar o rumo ou o objetivo traçado na vida. As aspirações e os desejos são muito pessoais. E sempre será possível realizá-los de tal forma e com tal convicção, que se tornarão a coroa de glória e o grito de vitória.
Tudo se deve ao fato de que cada ser humano é autor da sua própria história, é construtor dos próprios projetos e é o animador dos próprios talentos. Além disso, tem um compromisso inalienável com a verdade. Pois a verdade tem suas raízes em Deus, e sua força se encontra na consciência pessoal.
Essa consciência esclarece que tudo quanto possui não lhe pertence, embora faça parte de sua vida. Tudo quanto possui foi dado por Deus por meio da natureza, ou por intermédio de outro valor, de outra grandeza. Só poderá considerar como próprio aquilo que dispõe para servir os demais.
Mas o compromisso com o bem, com a verdade e com a justiça continua. E cada dia mais revela que ninguém vive para si, mas para todos aqueles e aquelas que se encontram no mesmo caminho e buscando o mesmo bem, a mesma verdade e a mesma justiça. Pois é nisso que se realiza a fraternidade universal.
O Mestre dos mestres, conhecendo o pensamento e o desejo de cada seguidor, estabelece algumas normas ao enviá-los em missão. Não os quer acomodados, nem medrosos e nem interessados por elogios. Quer que sejam desprendidos de tudo o que seja material e comprometidos somente com aquilo que deverão anunciar.
Ao enviá-los para a missão, ordena-lhes: “Não levem nada pelo caminho, além de um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro. Andem de sandálias e não levem duas túnicas. Quando entrarem numa casa, fiquem aí até partirem. Se vocês forem mal recebidos num lugar e o povo não escutar vocês, quando saírem sacudam a poeira dos pés como protesto contra eles.” (Mc. 6,8-12)
O compromisso deles era com a palavra confiada pelo Mestre e com o bem do povo. Se alguém não quisesse acolher e aceitar, não deviam se perturbar. Outros estarão dispostos e acolhedores. Não deviam desistir de seu compromisso. Sabiam que a verdade não agrada a todos.
O mundo de hoje está precisando disso. Está precisando de homens e mulheres comprometidos no amor fiel, no amor doação e no amor celebração.
O mundo de hoje está precisando de jovens comprometidos com a verdade que os livre do medo, do comodismo e das drogas. E os leve a traçar caminhos mais seguros na fé, na esperança e no amor.