Sem dúvida, Lula fora do poder sempre quis ser o 4º poder do Brasil. No poder, demonstrou prazer em fazer aquilo que a Constituição, as leis, a liturgia do cargo e o bom senso proibiam. Fora do poder continua transgredindo. Após um período de reclusão forçada, decorrente da condenação dos mensaleiros – seus companheiros –, Lula enrolou-se na mais sórdida tentativa de pôr as instituições a serviço dos interesses partidários.
Abro um parêntese, para afirmar ao leitor (a), que, estribado em rádios, tevês, blogs, sites de notícias e redes sociais, conclui o porquê de que Lula não se encontra no xadrez, de mãos dadas com José Dirceu, Delúbio Soares e quem mais? Marcos Valério, o “Trem Pagador” do mensalão. Como, então, Lula escapou da prisão? Lula só escapou da condenação pelo Supremo Tribunal Federal porque Marcos Valério tergiversou, ou melhor, dizendo: conto ou não conto a verdade da participação do Lula junto aos mensaleiros? Marcos tinha a certeza de que Lula o socorreria na fase aguda da investigação. Simplesmente, Lula o abandonou. E, assim, quando Marcos sentiu a inevitável fritura, o momento de se beneficiar da delação premiada tinha exaurido e, dessa forma, o STF não mais quis ouvi-lo. Só, exclusivamente, por essa razão que Lula escapou da cadeia.
Todavia, agora, a CPI da Petrobras vai convocar o ex-operador do mensalão, Marcos Valério, sentenciado a 37 anos de prisão, na esperança de que, desta feita, Marcos não desperdice mais esta oportunidade, para um acerto de contas retardado com seu “amigo” Lula.
Retornando ao tópico inicial, a grande verdade é que o PT, sob o comando do Lula, sempre desejou pautar como salutar mecânica política, que, ao conquistar a Presidência da República, faria do Brasil propriedade privada do partido, ou seja, vamos nos acostumar a tratar a coisa pública como se fosse nossa. Gente, isso é confundir partido com governo.
Vamos comprovar o que chamaríamos de patrimonialismo em relação ao Estado? Pois bem, vamos lá: Lula doou refinarias da Petrobras ao governo da Bolívia como se lhe pertencessem; Dilma Rousseff perdoou dívidas milionárias contraídas com o Brasil por ditadores africanos, o que ensejou Lula a buscar apoio na África para ser indicado ao Prêmio Nobel da Paz, em 2013. Creio que melhor seria a instituição do Prêmio Nobel da Corrupção e, com certeza o Lula, estaria entre os potenciais ganhadores. Tem mais ainda. A dupla governamental Lula-Dilma, usando o BNDES, como propriedade privada do PT, emprestou US$ 682 milhões para Cuba construir o Porto de Mariel; para o metrô da Venezuela, US$ 2,25 bilhões; para investimentos em Angola, US$ 3,5 bilhões; para a República Dominicana, US$ 2,2 bilhões; além de uma hidrelétrica no Equador e o gasoduto na Argentina, como se o Brasil brasileiro não fosse carente de investimentos para o seu povo. Isso aí é o governo PT, abrindo os cofres para os de fora e, aqui, o ajuste de contas para o contribuinte pagar: corte de gastos, R$ 44 bilhões; aumento de impostos, R$ 41 bilhões; corte de investimentos, R$ 19 bilhões e redução de benefícios sociais, R$ 12 bilhões. Essa foi a fatura do ministro Joaquim Levy, para tentar soerguer esta federação em estado falimentar.
O juiz federal Sérgio Moro determinou a prisão do amicíssimo do Lula, Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira Odebrecht e, também, de Otávio Azevedo, dono da Andrade Gutierrez, os quais, no dia 24/07/15, pelo Ministério Público Federal, foram denunciados à Justiça Federal do Paraná, por considerar que ambos “capitaneavam” o cartel de empresas que ganhavam contratos em troca de pagamento de propina a funcionários da estatal e políticos. Dessa forma, a Polícia Federal atingiu o topo da cadeia de comando do esquema de corrupção da Petrobras e está a um passo do ex-presidente Lula.
Entretanto, diga-se que a “um passo do ex-presidente Lula” não seria somente a expectativa da delação premiada, de Marcelo Odebrecht, para incriminar Lula no petrolão, mas, também, agora, quem vai botar a boca no trombone será outro amigo e confidente de Lula, o ex-operador da empreiteira OAS Léo Pinheiro, atualmente preso em regime domiciliar. Simplesmente, Léo quer se valer da lei (delação premiada) para reduzir sua pena em troca de informações sobre a participação de Lula no petrolão. Pinheiro prometeu fornecer provas de que Lula patrocinou o esquema de corrupção na Petrobras. Aliás, Léo já autorizou seus advogados a negociar com o Ministério Público Federal um acordo de colaboração. Vamos aguardar?