Malfeitores sempre existiram. Maus, perversos, desumanos, os quais muitos entre nós, ainda, insistem em atribuir direitos como se eles fossem humanos direitos. Eva seduziu e Adão transgrediu. A Bíblia nos mostra, como advertência, Barrabás sendo libertado e o justo condenado. Observemos que o episódio e o fato antes descritos são lição e advertência, respectivamente. A sedução pode e deve ser resistida com a obediência à lei e esta deve evoluir, objetivando favorecer o justo. Pelo que se vê “pelo mundo afora” isto é o que se processa. O Papa Francisco acaba de nos mostrar que a “falta” deve ser considerada na forma da lei não pelo corporativismo. O Santo Papa mandou “reabrir” processos de pedofilia, antes “engavetados”. “Barbaridades”, em todo o mundo, têm sido desbaratadas por sucessos nas investigações e punidas com penas consequentes, inclusive com pena capital, como na Indonésia. As histórias infantis fantasiosas, para os adultos, nos apresentam os “super-heróis”, representantes do bem, e suas vitórias sobre o mal. Mas este “quadro de banditismo” em nosso País, constrangedor e revoltante, seguramente, não se enquadra nem sequer se aproxima do antes comentado.
Assaltos em condomínios e residências de variados níveis socioeconômicos, ruas e áreas de lazer; explosões de caixas eletrônicos, com reféns em desfile; comerciantes “enjaulados”; portas giratórias com detectores de metal em bancos e supermercados; reivindicação de “tropa” para cercanias e interior de escolas, com salas trancadas, por já terem sido vítimas de arrastões, como os de praias; saída de bancos de alto risco; sinais de trânsito que apavoram; trânsito lento que é oportunidade; estabelecimentos 24 horas que não querem mais ser diuturnos, incluídos os postos de combustível; celulares sendo móvel de latrocínio e moeda em presídio; assaltos em veículos de transporte urbano; roubo de cargas; todos não mais contados só em dezenas.
Como se tudo isso fosse pouco, membros do alto meio empresarial são autores de desvios, na realidade furtos, que são divididos com coautores do alto escalão político, como já indicam (ou já provam?) as investigações. É exatamente este “furo” que desfalca a formação educacional e técnica necessária para esta nossa época, exigente em conhecimento e competência técnica. Este crime, o “de colarinho branco”, é a principal fábrica de bandidos, inclusive por desmotivar a cidadania. E, no dizer de Rui Barbosa: “...de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.
No espaço intermediário, e igualmente lodoso, entre a longa lista da bandidagem “sem camisa” e do “crime de alta pose”, estão as fraudes das cirurgias não realizadas, o vazamento de provas em concursos e tantas outras “podridões de classe média”. Pior, há indícios de crescimento dos terríveis males. Sim, porque eles só são amenizados, reduzidos a níveis “toleráveis”, com um sistema educacional o mais próximo possível do perfeito, como, por exemplo, o da Finlândia, Noruega (não por coincidência, monarquias), e por um sistema de segurança (não só policial) de igual nível. Assim fazendo, unissonamente, se aliviaria tamanha vergonha. Como isso demora, meu ardente desejo é que toda essa corja seja colocada ao longo de uma cerca de arame (farpado) e... um raio que os parta.