O Brasil vive algo surreal para o mundo globalizado de hoje. É um País de dimensões continentais, com 200 milhões de habitantes, atendido com enorme dádiva da natureza e vive sempre a situação de pequena e desastrada Nação. É um dos maiores produtores agrícola do planeta e seu povo ainda sente fome e a maioria vive no aperto para poder se suprir de alimentos. Tem uma das maiores bacias hidrográficas da terra e ainda falta água a sua população. É considerado a 9ª economia do mundo, mas o seu povo passa por falta de empregos e recebe baixos salários, mesmo em situação melhores de empregabilidade. Tem uma gigantesca reserva de minerais metálicos, não metálicos e energéticos e ainda importa uma gama enorme de equipamentos e produtos industrializados oriundos desses minerais.
A nossa economia está em frangalhos apesar de tudo que temos a disposição para ter um dos maiores parques industrial do mundo. O que nos falta então? Nos faltam pessoas de visão, empreendedores, não os industriais, mas educacionais. Aqueles que conseguem ver que sem educação minimamente qualificada seremos mantidos no poço da incapacidade, da incompetência. É triste ler e ver nos noticiários o momento em que vive o Brasil e a incapacidade dos que nos governam em não conseguir vislumbrar uma saída para livrar o povo da tormenta que está a caminho. A “marolinha” do insensato e ilusionista ex presidente Lulla, com certeza, levará o País a uma situação crítica e talvez até, desesperadora caso não consiga a governante mudar o rumo da situação grave em que está se metendo a nossa Nação.
O momento é de criatividade e inovação como forma de liberar confiança. É muito propício a uma ruptura com o “status quo” e para realizar uma enxurrada de propostas que trarão novo alento e esperanças ao povo brasileiro. Há muito não vivemos um momento tão favorável para tal. É impressionante como o corpo político do Brasil não se apercebe desse momento e ficam estagnados na espera do desastre que levará a todos de roldão. Ele, corpo político, está imbuído da visão de que um novo tempo surgirá após a ação autodestruidora do governo. Qual a razão de não demandar propostas ao governo do Brasil por vias legislativas? O Congresso Nacional é parte do governo, assim como o Executivo. Ele tem Poder para ações que levem ao surgimento de um novo tempo, de uma nova perspectiva ao povo brasileiro.
Segundo José Eustáquio Alves, demógrafo do IBGE, jogamos fora a oportunidade de obter vantagem com uma população ativa majoritária. Na entrevista a Veja, mostra, o que há muito venho escrevendo neste espaço, que mais da metade (70%) dos 81% em idade de trabalhar, da população ativa brasileira que deveria estar trabalhando está desocupada, sem emprego. Onde está o erro? Está na falta de compromisso de governo, Congresso e Executivo, em assumir uma postura que entendesse o Brasil como Nação e menos de ser meio de se locupletarem e se satisfazerem egoisticamente na sua voracidade pelo Poder, encarado sob forma de fonte inesgotável de riqueza.
Venho martelando a necessidade de desvincular a área educacional da estrutura do Executivo, nos moldes do Ministério Público, para que realmente o Brasil possa dar um salto na qualidade de ensino. Construir escolas e universidades como se fossem programas do “Minha Casa Minha Vida” é jogar fora o sonho e futuro de milhares de jovens.
A Educação não pode ser encarada dessa forma, é crime de “Lesa Pátria”. Na Coréia do Sul, exemplo de evolução de um povo, 100% dos jovens na faixa do ensino médio, estão em sala de aula e 81% chegam as universidades, razão de o País ser campeão em produtividade. Por falar nela, produtividade, de 2002 a 2012 a nossa cresceu 0,6% por ano enquanto a americana cresceu 4,4. Como ter objetivos na vida se não conseguimos produtividade e muito menos evolução no campo da tecnologia? Sem Educação, não vamos a lugar nenhum e é possível ter um Lulla de volta pela falta dela. Que situação. Vem pra rua e teremos um Brasil limpo.