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Aldo Rebelo: "Observatório na floresta"

Aldo é Ministro da Ciência e Tecnologia

Redação

07/09/2015 - 00h00
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Entre os acordos que assinamos com a Alemanha, durante a visita da chanceler Angela Merkel ao Brasil, está o da Torre Alta da Amazônia. Com 325 metros de altura, é o mais elevado observatório do clima existente no mundo, vinte metros maior que um similar da Sibéria e, para comparação mais visível, um acima da Torre Eiffel de Paris. Sua maior grandeza, porém, está na utilidade. A Torre Alta de Observação da Amazônia colherá partículas de ar a cada cinco segundos para que os comutadores e cientistas analisem a influência do bioma amazônico no clima do planeta.

Com duas subsidiárias menores e equipamentos de última geração tecnológica, a torre-observatório é uma iniciativa dos governos do Brasil e Alemanha numa conjuntura em que o clima da Terra causa grande preocupação e interesse científicos. O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, coordena o projeto, em associação com a Universidade do Amazonas e o Instituto Max Planck de Química. 

Os cientistas brasileiros relatam que o complexo da torre já coleta dados do ambiente, e, em duas a três décadas, reunirá dados para medir-se com precisão os efeitos das mudanças climáticas globais nos ecossistemas da Floresta Amazônica, em particular os associados ao aumento da temperatura do ar, ao crescimento da concentração de gás carbônico na atmosfera e às possíveis alterações dos regimes de chuva na região.

O Brasil lidera esse projeto com a convicção de que tem papel de protagonista nos movimentos geopolíticos e científicos em torno das mudanças ambientais em curso no planeta. Os países mais desenvolvidos já destruíram suas florestas, secaram ou envenenaram rios, e continuam a poluir o ar, despejando na atmosfera quantidades astronômicas de gases que provocam o efeito estufa. De nossa parte, somos o país que mais preservou a mata nativa desde que o Homem começou a explorar a natureza.

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