É inútil tentar deter um homem possuído de irredutível determinação, pois as dúvidas e os receios fogem de uma vontade firme e decidida. É Assombro ver-se como todas as forças mentais se apressam em acudir em auxílio daquele que põe toda a sua alma e serviço de uma inquebrantável determinação. Possivelmente, atônito, o leitor (a), perguntar-me-á: essa elevada referencia, está sendo endereçada a quem? Ao Dr. Abrão Razuk, respondo.
Peço vênia, para uma curta preliminar, antes do prosseguimento das assertivas em homenagem ao Dr. Abrão. Reporto-me a uma sua declaração, no jornal correio do Estado (23/09/2000), oportunidade em que repudiava a corrupção nesta federação de glórias mil e bradou com o mais elevado sentimento de brasilidade: “Seria bom que os políticos carcomidos pelo vício da corrupção fossem banidos da Pátria. É mister, que os valores sobrepujam as mentes poluídas. O Estado precisa mudar de mentalidade para o bem do cidadão”.
Nessa época, os “artistas” do vandalismo eram os Hildebrandos, Estevãos (Luiz), os Joãos Alves, os Drs. Nestor, as Georginas, os Lalaus e outros corruptos. Razuk reportou-se a esses personagens.
Depois de 23 anos, o advogado Abrão Razuk, voltou a vestir a toga de juiz do Tribunal Eleitoral de Mato Grosso do Sul. E antes, qual foi à toga vestida pelo Dr. Abrão? Foi a de Juiz de Direito, a comarca de Miranda (MS), no período de 1990-1992.
Assim como a medicina, baseada nas ciências biológicas procura em ultima analise defender a saúde humana, o direito materializa-se, através, por exemplo, de um magistrado, imbuído do mais elevado grau de responsabilidade funcional, como foi o Dr. Abrão Razuk, no juizado da Comarca de Miranda. Sua conduta louvável, nunca se distanciou do correto entendimento na elaboração de suas sentenças. Então, baseado nas ciências jurídicas, o Dr. Abrão, procurou, sempre, melhorar um padrão de justiça entre as pessoas e, dessa forma, conciliar os interesses das partes e assim, concorrer para a paz social.
Em Miranda, como Juiz de Direito, continuava a construir o edifício do seu aperfeiçoamento jurídico pedra por pedra, como um arquiteto zeloso pela estética e solidez da sua construção, quando então, Razuk, resolve retornar ao exercício da advocacia em Campo Grande.
Há muitas pessoas que nada conseguem, porque não fixaram o alvo para as suas ambições. As pessoas de vontade oscilante tropeçam em mil e um obstáculos quando intenta levar a efeito qualquer empreendimento. Razuk não. Razuk não se afasta do caminho traçado e, muito menos, muda a rota empreendida, pois que, a observância no alcance de uma meta e a tenacidade no exercício de uma profissão escolhida são elementos essenciais de triunfo. Assim, para o homem que QUER, não há obstáculos que ele não sobrepuje, não há tropeço que ele não vença, não há barreira que ele não transponha, não há força que o detenha. Não é por termos vivido um certo números de anos que envelhecemos, porque abandonamos nosso ideal. Os anos enrugam o rosto; renunciar ao ideal enruga a alma e, enrugar a alma, nada tem a haver com o Dr. Razuk.
Na juventude, foi um esportista de primeira plana. Relembro-me de uma preliminar de futebol, na década de 70, no Estádio Morenão, da qual, participava o insigne causídico, quando oferecia aos torcedores a sua arma mortífera, que era o gingue. Era só gingar que os aficionadas o ovacionavam.
Agora, membro efetivo do Tribunal Regional de Mato Grosso do Sul, para o biênio 2015/2017, solenidade que aconteceu no dia 9 de setembro/15, assim se expressou, o também, vice-presidente da Academia Sul-mato-grossense de Letras: a presidente Dilma Rousseff, ao me nomear, estribou-se na minha experiência, no meu currículo e, sobretudo, na minha conduta como magistrado e advogado. É isso aí. Abrão Razuk, sucesso no exercício da nova função.