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Editorial desta terça-feira: "É o Correio do Estado que mente?"

Editorial desta terça-feira: "É o Correio do Estado que mente?"

Redação

20/10/2015 - 00h00
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A cortina de fumaça lançada toda vez que o nome do senador era envolvido no contexto da Lava Jato desapareceu com a luz lançada pelos investigadores da Polícia Federal. A máscara de Delcídio caiu.

A medida que os dias passam, e as investigações da Operação Lava Jato avançam, a verdade vai aparecendo. Os fatos contidos no inquérito da Polícia Federal, entretanto, tem desmentido justamente quem sempre acusou os outros de mentir: o senador Delcídio do Amaral.

Delcídio é apontado pelo lobista Fernando Soares, também conhecido pelo apelido de “Fernando Baiano”, como recebedor de propina de US$ 1,5 milhão de dólares. O dinheiro teria sido levantado na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que gerou mais US$ 700 milhões de prejuízo aos cofres da empresa estatal Petrobras.

Conforme delação premiada de Baiano aos investigadores federais, a propina de Delcídio do Amaral teria o objetivo de financiar sua campanha ao governo do Estado, em 2006, em sua primeira derrota em pleito visando o Poder Executivo estadual. Esta é a verdade contida nos autos, e agora, amplamente divulgada não somente nos órgãos de imprensa de Mato Grosso do Sul, mas  em veículos de todo o Brasil.

Sempre quando o nome de Delcídio era citado pelo Correio do Estado no contexto da Operação Lava Jato, o mesmo acusava acusava este veículo sem explicar os fatos, só falava que este veículo mentia.

Agora, ao que indica os policiais federais que conduzem a Operação Lava Jato, a verdade veio a tona, e parece quem estava faltando com ela durante todo o tempo era o senador petista.

A cortina de fumaça lançada toda vez que o nome do senador era envolvido no contexto da investigação desapareceu com a luz lançada pelos investigadores da Polícia Federal. A máscara de Delcídio, caiu.

Ao passo que a Operação Lava Jato se aprofunda, várias pessoas do convívio de Delcídio do Amaral, que já foi diretor da Petrobras, estão caindo, sendo presas, e a versão do senador sobre elas, mudando. Nestor Cerveró, por exemplo, um dos primeiros envolvidos no esquema de corrupção e pagamento de propina investigado pela Polícia Federal, que costumava frequentar o gabinete do senador sul-mato-grossense em Brasília, foi deixado de lado pelo sul-mato-grossense. 

Outro preso na Lava Jato que era próximo do senador é o executivo da empreiteira Engevix, José Antunes Sobrinho. Desde a prisão do executivo, em setembro, que Delcídio evita tocar no nome amigo, que já apareceu ao lado dele em alguns eventos sociais.

O cerco ao senador vinha se fechando desde o ano passado, e Delcídio, preferiu chamar de mentirosos os que mostravam os fatos como eles ocorriam. Ainda há muito a investigar, e o trabalho da Polícia Federal converge para a descoberta de mais fatos que podem envolver o senador.

O compromisso desta publicação continuará sendo com a verdade.

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