No início de outubro, casal, inadvertidamente e confiando em orientação de GPS, invadiu área do dono do pedaço e recebeu tiros de fuzil, a mulher morreu, agora ela é apenas dado estatístico, tal como um grupo de torcedores de um clube de futebol que errou o caminho de volta para casa, e pagou com a vida tal desvio de rota.
Muitos dos que se atreveram a serem policiais, tombaram no solo tomado em posse pelos que ali fazem a lei.
Crianças agraciadas com a vida, nascendo em terra maldita, cedo tornaram ao ventre dela, vitimadas por bala perdida. Somam, em número macabro, os que se atribuíram o direito de ir e vir, por vias limítrofes de território tomado e pagaram com a vida tamanha audácia. Populações vivendo sob a mira de armas de guerra, tendo como vantajosa opção de renda, o comércio imperante. Massa utilizadas em baderna tática, para impedir a presença do Estado.
São tantas as manchetes e histórias na mídia que não se passa um dia, um só noticiário da mesma que não se aborde tema congênere. Uma das mais recentes e ilustrativas é o caso do médico Lídio Toledo Filho, paraplégico, baleado que fora em assalto, operando sobre uma cadeira de rodas e em um aparelho que o mantém em pé.
Pois bem, muito se fala nos dados consequentes de tais desgraças como, por exemplo: menores participantes, em percentual crescente e idade decrescente; cidades mais violentas; métodos de ação do meliante; tipificação das armas usadas; população carcerária; comando de ações criminosas em presídio; acidente de trânsito, em especial, os urbanos. Dados e mais dados, todos assombrosos. Pouco, muito pouco mesmo, se diz sobre o culpado. Ora!
A demarcação de território, estados dentro do Estado; os assaltos; a participação de menores, crescente em percentual e decrescente em idade; os acidentes de trânsito, especialmente os urbanos, têm um móvel imperante, sem a menor dúvida: a droga.Então... Você usuário...você dependente...é o culpado. Tudo o que se tem em números assombrosos, tristes, sufocantes, tem origem na sua sede. Ela, sendo insaciável, garante o progresso dos dados acusados.
O arsenal que garante o crime, na realidade, é para garantir o seu elemento de consumo. O arrecadado em assaltos, em percentual sempre atualizado é destinado à aquisição da sua incondicional, sempre insuficiente, encorajadora e até socializante, droga (álcool ou outra) e sob o efeito dela. É, no mínimo, estúpido, o argumento: O álcool é legal (como sinônimo de bom), quando mata, no lar e nas ruas. Que maconha é remédio (para algum transtorno neurológico) e, por isso, deve ser liberada. Remédio também é um dos componentes do veneno da jararaca, então... “liberemos a jararaca”.