Não é uma tarefa fácil, criar filhos. Ainda mais, vitoriosos. Nesses últimos tempos, então, de guerras físicas e espirituais intensas, em que o mal avança, invadindo lares, desviando e destruindo pessoas, fragmentando famílias; em que o capitalismo selvagem exige as presenças do pai e da mãe full time, no mercado de trabalho, obrigando-os a deixar desguarnecido o sagrado lar, não é fácil.
É pura a verdade de que absolutamente ninguém sabe sobre o dia de amanhã. Só Deus. Portanto, não há como afirmar, ou garantir, que qualquer “método” aplicado na educação e formação do filho vá garantir sucesso. Êxito de colocar cidadãos exemplares na sociedade, capazes de cumprirem bem e com honradez os papéis em que estiverem presentes.
Então, como criar filhos vitoriosos? Além do sacrifício dos pais, de prover uma educação escolar de qualidade, incentivando o filho a ter gosto pela leitura, pelos estudos, participando com eles de suas tarefas diárias e outras medidas nessa linha, usando de muita paciência e sabedoria, a parte mais importante está muito além disso. Ela começa durante o período de gestação, quando os pais começam a falar com o filho, dizendo palavras amáveis e profetizando coisas boas para a vida daquele ser em formação.
Esse procedimento, um ato de amor constante dos pais, deve continuar, sempre, na vida do filho (criança, jovem, adolescente, adulto). No colo, deve ouvir que é um Filho Especial de Deus e que será um homem ou uma mulher de bem, que será forte, que será corajoso, que será justo, bondoso, trabalhador, honesto, talentoso...
Entretanto, lamentavelmente, não é isso o que acontece. Pois é muito comum pais amaldiçoarem os próprios filhos com frases que os acompanham desde pequenos, profetizando negativamente coisas que podem ser perpetuadas, enraizadas no ser. Palavras como: “Esse meu filho não tem jeito!”, “Meu filho é um preguiçoso!”, “Meu filho não presta!”, “Minha filha, você parece uma prostituta” e tantas outras semelhantes.
Quando, por exemplo, não vai bem com as notas escolares ou diante de obstáculos no aprendizado, em vez de incentivá-los, com amor, carinho e paciência, dizem logo o que é mais comum: “Mas você é muito burro, hein, filho!”; ou ainda: “Você não aprende mesmo, né, filho? ”.
Ditas essas coisas, como não sentenciá-los ao fracasso na vida? Poucos conseguem se sobressair a essa pesada carga amaldiçoada, imposta dentro do próprio lar, pelos próprios pais!
Poucos “doutrinados” ao fracasso saem vitoriosos. Quando conseguem, é às custas de um sacrifício muito grande, de dor e sofrimento, quando pouco ou quase nada seria necessário para que tudo fluísse da melhor maneira possível, se fossem abençoados e orientados desde pequeninos a enfrentar obstáculos, ensinados a superá-los.
Os consultórios de terapia psicológica estão abarrotados de adultos “travados” por essas maldições concebidas, principalmente, no lar. Tornam-se assim, sem consciência das causas.
Deus, na sua infinita sabedoria, sempre nos ensinou e nos advertiu do cuidado que devemos ter com o que falamos, pois, quando isso acontece, as palavras não têm volta. Não há como desfazer o que falamos ao vento. Não é à toa que Ele nos deu dois ouvidos, dois olhos, dois canais para respirarmos e apenas uma boca.
São inúmeras passagens da Bíblia Sagrada em que Ele nos adverte sobre o perigo da língua, como em Tiago (3:10), em que diz: “De uma mesma boca procede bênção e maldição”. Assim sendo, o pai que controlar a boca e proferir bênçãos aos filhos, sem amaldiçoá-los, e se sacrificar para dar-lhes uma boa formação escolar e profissional, terá chance maior de criar filhos vitoriosos.