Artigos e Opinião

ARTIGO

Gilson Cavalcanti Ricci: "Em quem votar?"

Advogado

Redação

10/12/2015 - 00h00
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A cara cínica dos políticos corruptos assusta e enoja! Eles são como carunchos vorazes a destruir o orgulho de um povo varonil, que ainda não aprendeu castigar eficazmente os inimigos sugadores do erário nacional. Vendo-os na televisão alegres, falantes, a justificarem cinicamente seus atos de corrupção, entristeço-me pelo mau país, que não merece tanta traição. Agora mesmo, acabo de ver e ouvir um desses perversos malfeitores, de dedo em riste na cara de uma repórter de televisão, afirmando categoricamente que não vai renunciar à presidência da Câmara. E lá está ele, firme como o Pão de Açúcar, a vociferar raivosamente contra tudo e contra todos – apesar das vergonhosas mensagens do Ministério Público da Suiça a insistir na cobrança de medidas coercitivas legais contra a voracidade financeira perpetrada pela referida autoridade política brasileira dentro do território daquele austero país europeu.              

Agora chegou a vez do nosso senador conterrâneo aparecer nos horizontes da Pátria como um criminoso comum – como um dos sugadores da economia brasileira! - Já não basta a fileira assustadora de corruptos a ocuparem o noticiário da mídia, fazendo-nos incrédulos dos nossos próprios olhos! No caso do senador conterrâneo, creio que o ataque à Petrobrás atinge um elevado grau ameaçador contra a economia do Brasil, pois se trata da mais poderosa empresa brasileira no campo da economia internacional. Agora, de uns dois anos para cá, assistimos perplexos o ataque voraz dos políticos da ala petista e seus asseclas, a se valeram da facilidade ofertada pelo próprio governo a seus lacaios larápios, os quais não mediram – e nem medem – as consequências desastrosas contra o maior patrimônio industrial da nossa indefesa Pátria Amada, construído pelo saudoso ditador Getúlio Vargas, a Petrobrás.

A lista é longa. A cada dia que passa uma nova surpresa surge no noticiário: um nome ilustre e respeitável de repente não passa de corrupto larápio, que só pensa em sua própria felicidade em detrimento de seus compatriotas. E não se intimida diante da desmoralizante repercussão de sua pessoa perante a nação, tão pouco se preocupa com a honra da própria família – uma nódoa moral, que lamentavelmente existe dentro do nosso amado país.

Agora entraremos na reta de uma nova eleição, desta feita para prefeito e vereador. Em quem votar ? Veja meu estimado leitor, a cara da nossa casa de leis: uma lástima! Realmente, a Câmara de Vereadores de Campo Grande está desmoralizada perante os cidadãos campo-grandenses. Por quê? Porque a maioria de seus membros é constituída de pessoas corruptas, segundo o Ministério Público Estadual, que chegou ao cúmulo de pedir o afastamento de vários vereadores de uma só vez! Insisto na pergunta: por que o enquadramento do MPE contra a edilidade ? Por quê ? – É no mínimo uma lástima! - Chegamos à conclusão de que o colossal volume de dinheiro investido pela economia municipal à manutenção da Câmara Municipal, e pagamento dos subsídios aos vereadores, tornam-se um imenso absurdo – torna aquela casa de leis uma gritante desnecessidade, e  até uma notória inutilidade a edilidade -, pois aquele punhado de pessoas altamente aquinhoadas não trabalham por Campo Grande, mas para si próprias diante dos elevados ganhos saídos do defasado erário público - uma imoralidade portanto, em confronto com os baixos salários da população obreira campo-grandense.

Enquanto a cidade se avexa por dinheiro, para suprir as necessidades urgentes do povo campo-grandense como saúde,  educação, melhoramento das vias públicas, melhoramento da qualidade de vida, e uma série infinda de necessidades prementes, nossos vereadores não se interessam em queimarem a pestana em busca de soluções para os problemas da cidade. Ao contrário: querem para si dinheiro, muito dinheiro! E nessa orgia por lucro fácil, empenham-se  em disputas internas, uns contra outros, com procedimentos indignos para uma casa de leis, o que emperra o bom  andamento da administração pública, que não pode prescindir da coesão dos edis para o sucesso do gerenciamento da coisa pública municipal.

Admoesto o leitor a marcar as peças que aí estão emperrando a máquina administrativa do nosso município. Não permita que se reelejam. Como diria o Capitão Guimarães: PASSE A RÉGUA!

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