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ARTIGO

J. Bandeira: "Qual o balanço do governo Dilma?"

Auditor fiscal aposentado da Receita Federal, ex-vereador de Campo Grande

Redação

29/12/2015 - 00h00
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Por balanço, entendo o conjunto que demonstra o patrimônio e os seus resultados durante um período. Para o Frei e Contabilista LUCA PACIOLI, em 1494, em seu “Tractatus”, capítulo XXXVI, Balanço “é a expressão de fatos patrimoniais, que demonstra o estado das cousas”. É justamente o estado das cousas do governo petista que iremos relatar. 

A crise econômico-financeira do país, sem dúvida, agrava o cenário de consumo e, sobretudo, o endividamento entre empresas e pessoas físicas. Entre as pessoas, segundo dados repassados pela “Serasa Experian”, a inadimplência  atinge 55% da população economicamente ativa do país, com 57,2 milhões de inadimplentes e 4 milhões de empresas, com dividas no valor de R$ 91 bilhões.

E a debandada da poupança? Segundo o Banco Central, até novembro/15, os saques alcançaram a cifra de R$ 58,3 bilhões. Qual a causa? Inflação elevada (10,52%), aumento do desemprego, menor crescimento da renda do trabalhador, juros do cheque especial, a 284,8% ao ano, além do elevado custo dos alimentos, tarifas, combustíveis. O saldo da balança, que até o 1º semestre, acumulava deficit de US$ 396 milhões, recuperou-se, porém a dívida pública federal  elevou-se em R$ 2,84 trilhões, conforme informação divulgada pelo Tesouro Nacional. Vale ressaltar que a crise econômica, também continua impactando o mercado de trabalho, com o corte de 1,3 milhão de postos formais de emprego nos últimos 12 meses, até novembro/15.

Vamos, agora, dar uma pedalada de cunho globalizante no governo federal? O Senador Delcídio do Amaral, que é acusado de receber US$ 10 milhões de propina, porém, antes de sua prisão, o líder do governo Dilma costumava fazer críticas à atuação da presidente. De certa feita, soltou uma máxima, que ficou popular: “O governo poderia juntar  todos os 39 ministérios em um só, o VDM, ou seja, “vai dar m...””.

O esquema de corrupção na Petrobras, revelado pela Operação Lava-Jato, concorre a um prêmio internacional: de maior escândalo de corrupção do mundo. Os danos causados ao patrimônio da Estatal, pela ação nefasta dos corruptos, chegaram a US$ 380 bilhões. Os investidores estrangeiros que interpretam a perda de credibilidade da Petrobras, como efeito da corrupção, moveram ações coletivas contra a estatal nos Estados Unidos, que podem custar à Petrobras  R$ 400 bilhões. Só em dólares, o montante dos empréstimos da Petrobras atinge R$ 506,6 bilhões. O empresário Abílio Diniz, em Nova York, disse que não há investimento estrangeiro no Brasil, porque falta confiança. O Brasil está em liquidação. A grande e boa verdade é que, nas administrações petistas, a corrupção passou a ter método, regras e objetivos. Sob a orientação de projeto do ex-presidente Lula, de permanência no poder, buscava-se arrecadar fundos para financiar campanhas e compra de apoio politico.

O governo já oficializou um deficit primário de R$ 50 bilhões nas contas públicas do país deste ano. Além disso, o governo terá de indenizar as manobras criminais das chamadas “pedaladas fiscais”, que são os gastos do governo pagos irregularmente por bancos públicos, e, que, na análise do TCU, são verdadeiros empréstimos ao governo, operações essas vedadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, caracterizadas como crime, passível de abertura de processo de impeachment. Essas pedaladas chegam, ao final do ano, com um rombo de R$119,8 bilhões.

É do escritor e pecuarista Abílio Leite de Barros, em artigo no jornal Correio do Estado (09/05/2014): “Precisamos de uma revolução eleitoral. Esta só se fará pela conscientização nacional de repulsa a  esses partidos mensaleiros, enriquecidos na corrupção e convictos de que hoje eleição se ganha com dinheiro público. No caso, roubado? A Petrobras, hoje, é um elefante negro, escorrendo merda e sangrando de vergonha, desmoralizando esse Brasil, que antes dizíamos de glórias mil”.

Ainda que o PT sobreviva materialmente, ele rasgou o seu programa, negando as suas origens e justificativa de sua existência. Os fatos apontados e comprovados pela Lava-Jato não denunciam que o PT se transformou na imagem e semelhança da corrupção? São bilhões de recursos desviados. São personagens demais: empreiteiros, executivos, corretoras, multinacionais, doleiros, deputados, senadores, ministros, fantasmas, enfim, bandidos de toda sorte e escalão. Como livrar o Brasil da UTI, em 2016? Fica com o (e)leitor(a) essa indignação.

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