Neste final de ano, passeando pelo Parque das Nações Indígenas, com amigos e parentes de outro Estado, paramos para apreciar e analisar o nosso “Centro de Pesquisa e Reabilitação da Ictiofauna”, mais conhecido com “Aquário do Pantanal”.
Todos ficam impressionados com a beleza arquitetônica e invariavelmente perguntam o porquê deste belo espaço não estar funcionando. Fica difícil explicar, pois as obras estão totalmente paradas desde 16 de novembro de 2015.
Não quero entrar no mérito do empreendimento, de seu custo e dos imbróglios jurídicos, pois não tenho todas as informações, mesmo porque há uma auditoria em andamento, mas não tenho dúvida que precisamos terminá-la.
Quantos turistas serão atraídos para nossa cidade e para nosso Estado? Quantos empregos serão criados?Quantos empreendimentos serão instalados em seu entorno? Respostas que os agentes da área poderão responder, mas que também não são relevantes neste texto.
Procurei saber, sim, como será administrado depois de pronto o Aquário do Pantanal, pois bem, há uma empresa, chamada “Cataratas do Iguaçu” que venceu a licitação e administrará sem que tenha recursos públicos envolvidos, porém, há necessidade de ser entregue a obra pronta.
Muito bem, se falta algo em torno de 70 ou 80 milhões de reais para terminar (segundo a imprensa), quais os motivos para não se convocar esta empresa vencedora da concessão para tentar estabelecer uma parceria, pela qual se poderia concluir a obra e, evidentemente, ter em troca uma expansão do prazo de concessão. No edital feito e vencido por esta empresa, são 25 anos de concessão, segundo informações.
Fui procurar saber qual o conceito da empresa Cataratas do Iguassú S.A. e tive as melhores informações a respeito: tem experiência no mercado de entretenimento com objetivo social de implantação, manutenção e administração de áreas concedias pelo Estado. Não há nada que desabone sua conduta como empresa parceira de outros Estados e da União.
Senhor governador, entendo as dificuldades que o nosso Estado possa estar passando – o País está em crise -, mas acredito que talvez uma parceria público-privada neste momento seja uma saída criativa para concluirmos esta obra e assim aumentarmos a receita de todos, do cidadão, por meio de novos empregos, do município e Estado, por meio de impostos, além, claro, da finalização do centro de pesquisa, deste aquário de água doce, segundo consta, o maior do mundo.