Criado há 115 anos, o Prêmio Nobel é uma das recompensas mais cobiçadas e a láurea mais importante que vigora no universo acadêmico mundial. O engenheiro e inventor sueco Alfred Bernhard Nobel – que, dentre suas várias invenções, criou a dinamite – idealizou o Prêmio que leva o seu nome com o objetivo de homenagear as personalidades que contribuem para o progresso da Ciência e o fomento da paz e defesa dos direitos humanos.
Fator decisivo para esta atitude de Nobel – de acordo com a história – foi a triste verificação de que a sua descoberta química, apesar de ter representado um avanço científico, poderia ser usada também como arma letal.
Assim, o cientista (que nasceu em 1833 e faleceu em 1896) multimilionário e – conforme consta – titular de mais de 300 patentes, entretanto solteirão e sem filhos aos 63 anos, destinou em testamento a sua vultosa fortuna (cerca de 30 milhões de coroas suecas) a uma instituição que premiasse pessoas ou entidades que ‘tivessem realizado reconhecidas pesquisas com resultados importantes, inventado técnicas pioneiras e prestado relevantes serviços à humanidade’. A Fundação Nobel, sediada em Estocolmo, é a gerenciadora dos fundos.
São concedidos cinco prêmios Nobel originais: de física, química, medicina, literatura e paz. Entretanto, em 1968, o Banco Central da Suécia instituiu mais um prêmio, de economia, que é conferido pela Academia Sueca e pago pela instituição bancária que o criou.
A cerimônia pioneira de concessão dos Prêmios Nobel aconteceu no ano de 1901 (em Estocolmo/Suécia), onde são entregues. A data oficial da premiação é 10 de dezembro de cada ano (aniversário da morte de Alfred Nobel). O Prêmio consiste numa medalha de ouro com a efígie do seu criador, um diploma e uma bela soma em dinheiro. O Nobel possui os Estados Unidos como o líder no ranking geral dos países ganhadores.
Para nós brasileiros, um fato curioso e constrangedor, relativo a este evento mundial, é que – mesmo com o seu potencial científico/tecnológico e o festejado patrimônio artístico/cultural – o Brasil jamais ganhou um prêmio Nobel. Até quando ficaremos na fila aguardando a distinção mais famosa do planeta? Até quando? – Só o tempo dirá.
E, para concorrer ao Nobel de Literatura deste ano, a UBE nacional enviou, nesta quarta-feira p.p., o nome da escritora paulistana Lygia Fagundes Telles. No ano passado, a entidade indicou o historiador Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, autor de livros de ciências sociais publicados em diversos países. Anualmente, a Academia sueca envia centenas de cartas a instituições e pessoas qualificadas para indicar candidatos ao prêmio. O Comitê do Nobel recebe as indicações e, após seleções, anuncia os finalistas.
Os mais recentes ganhadores do Nobel de Literatura foram: a escritora bielorrussa Svetlana Alexievich (2015), o francês Patrick Modiano (2014), a canadense Alice Munro (2013), o chinês Mo Yan (2012), o sueco Tomas Tranströmer (2011), e o peruano Mario Vargas Lhosa (2010).
Com 92 anos de idade e obra traduzida para vários idiomas, Lygia – que é membro da Academia Brasileira de Letras – já recebeu vários prêmios literários, como os famosos ‘Camões’ e ‘Jabuti’ e recentemente venceu o Prêmio Fundação Conrado Wessel na categoria Cultura. Portanto, vamos torcer forte para que, desta vez, o nosso país traga – na expressão da Literatura e na pessoa de Lygia Fagundes Telles – a tão sonhada distinção. Aliás, a cada edição deste evento, algo parece avisar-nos que esta ansiada hora não está distante. É o que esperamos. Viva a Literatura nacional! Sempre!