Artigos e Opinião

ARTIGO

Antonio Carlos Siufi Hindo: "Decisão ansiosamente aguardada!"

Promotor de Justiça aposentado

Redação

28/02/2016 - 02h00
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O Tribunal Superior Eleitoral precisa decidir com a maior urgência possível as ações que objetivam a cassação dos mandatos da presidente Dilma Rousseff e do seu Vice, Michel Temer, proposta pelos partidos de oposição em curso naquela Corte. Essa situação cresce de gravidade quando provas produzidas pelos órgãos de investigação apontam para essa necessidade premente. Não é possível qualquer governo se sustentar por muito tempo diante de situações que apontam para a gravidade da crise política e econômica, com reflexos perversos  para a nossa imagem no exterior. Nesses casos a Justiça precisa se manifestar com celeridade  para colocar um fim às lamentações. 

É certo que as disputas eleitorais  são  sempre acirradas, aguerridas e acompanhadas de paixão das militâncias que, muitas vezes, extrapolam os raios de ação da normalidade e podem trazer desdobramentos de consequências imprevisíveis. Esse é um fato incontestável, e não se trata de nenhum privilégio nosso. Foi  em razão dessas circunstâncias  que a Justiça Eleitoral foi criada em nosso País, após a vitória da Revolução de 1930, que levou o seu líder, Getúlio Vargas, ao poder. 

Colocou-se naquele momento  da nossa história política um  fim definitivo à política odiosa do “Café com Leite”, que se constituía no revezamento de paulistas e mineiros na presidência da República, em evidente desrespeito ao conjunto da nossa população e dos entes federados, que também possuíam seus líderes e estadistas com capacidade para governar a nação. Mas a Justiça Eleitoral não resultou instituída empurrada apenas por essa situação anômala para não dizer esdrúxula. Ela foi criada, especialmente para garantir a lisura do pleito, a inviolabilidade do voto, a transparência na prestação das contas, a proclamação do resultado, a diplomação e a posse dos eleitos. Tudo isso com obediência à lei. 

Essas garantias que o legislador de então ofereceu à nação e que prevalecem até os nossos dias, são as mesmas que aguardamos ansiosamente nos dias de hoje. E por uma razão muito simples: A nossa mais alta Corte Eleitoral precisa colocar imediatamente um fim às ações que objetivam a cassação dos mandatos de Dilma e Temer, propostos pelos partidos de oposição. O quadro político brasileiro se agrava  empurrado por uma avalanche de provas de corrupção, de roubalheira desenfreada, de atos de verdadeiro desamor à Pátria.  

Essas circunstâncias graves despertam na consciência nacional o desprezo cada vez maior pelos maus governantes. Não interessa seus nomes ou legendas partidárias. Essa discussão está circunscrita apenas e tão somente à grandeza da Pátria e a felicidade do seu povo que precisam resultar preservados.  Afinal, o Estado existe para garantir a felicidade desse mesmo povo oferecendo-lhe trabalho, salário digno, educação, saúde, e segurança indispensáveis para a sua realização como ser humano e cidadão. 

Quando o Estado não cumpre a sua finalidade motivada por atos de desonestidades de seus governantes os reflexos negativos são imediatos no seio da população. Cresce de importância a rapidez de uma decisão que acalmará a nação. Ninguém está exigindo mais nada dos membros que formam aquele colegiado e  que tem o dever constitucional de decidir sobre as questões de sua competência. Seus membros são homens e mulheres de conduta moral ilibada e de grande saber jurídico. Essas qualidades, por si só são a garantia de uma grande decisão. 

A vileza, não pode nunca se constituir na irmã gêmea da Justiça. Isso,  seria o fim de tudo. Seria o descrédito, na própria Justiça, que precisa sempre se constituir no grande vetor a compor os conflitos de interesses com argumentos sólidos, fundamentações ricas e convincentes, mas sem se divorciar dos ditames da lei.  É isso o que a nação aguarda do TSE. 

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