O teor espantoso das denúncias e o otimismo no mercado financeiro demonstram o quanto a política do PT vem prejudicando os brasileiros.
Denúncias e evidências explosivas abalaram profundamente o Palácio do Planalto e deixaram os brasileiros estarrecidos. Primeiro, a Revista IstoÉ apresentou, com riqueza de detalhes, trechos do acordo de delação premiada do senador sul-mato-grossense Delcídio do Amaral (PT). Ontem, outra “bomba”: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi levado para depor em nova fase da Operação Lava Jato. São vários os indícios apontados pelo Ministério Público Federal de que Lula enriqueceu às custas dos crimes investigados no Petrolão. Agora, ele é suspeito de lavagem de dinheiro e corrupção. É inegável que a confirmação de todas as denúncias acerca dos escândalos de proporções gigantescas seriam mais que suficientes para justificar o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
A avalanche de acusações estarrecedoras agrava ainda mais as crises política e econômica que castigam todos os brasileiros. Crescimento pífio, investimentos estagnados e desemprego recorde, com fechamento de 1,5 milhão de vagas, marcaram a forte recessão em 2015. As perspectivas são tenebrosas. Por isso, qualquer notícia com potencial de reacender a chama do impeachment ou de eximir as chances de Lula ter qualquer ambição para as eleições de 2018 já provoca reações significativas no mercado. A reveladora delação de Delcídio e o depoimento de Lula à Polícia Federal repercutiram na queda do dólar e alta nas bolsas, sinal de ânimo e confiança dos investidores diante da chance de mudanças no Governo. Relatórios internacionais, que resultaram no rebaixamento da nota do Brasil por agências de classificação de risco, apontam a relação intríseca dos fatos políticos à falta de credibilidade e ao destrase econômico no País.
O teor espantoso das denúncias e o otimismo no mercado financeiro demonstram o quanto a política do PT vem prejudicando os brasileiros. A tendência natural, portanto, é que a mudança no Governo ajude a reverter o atual cenário desastroso. Os petistas, em geral, estão desgastados. O ex-governador e deputado federal José Orcírio Miranda dos Santos e o deputado federal Vander Loubet, por exemplo, são “recepcionados” com vaias em Mato Grosso do Sul, numa reação dos brasileiros que já não suportam tantos escândalos assombrosos. A classe política precisa resgatar sua credibilidade e, por isso, torna-se urgente a necessidade de afastar aqueles que não seguem os ditames éticos, morais e até mesmo legais.
Temos hoje uma situação lamentável para o Brasil. Os discursos recorrentes de Lula e Dilma garantindo que “não sabiam de nada” e “os corruptos serão punidos” já caíram em total descrédito. Agora, as detalhadas denúncias partem de Delcídio do Amaral, “homem de confiança” do Governo, que era líder no Senado e conhecia as artimanhas da Petrobras, onde atuou como diretor. Não é crível que o detalhamento feito em 400 páginas trate-se de pura invenção, principalmente se considerarmos a riqueza de informações minuciosas sobre casos que já tinham levantado suspeita, a exemplo da compra superfaturada da refinaria de Pasadena.
Serão necessárias explicações convincentes para refutar tantas irregularidades escabrosas. A 24ª fase da Lava Jato, que teve como alvo o ex-presidente, foi denominada Operação Aletheia, expressão grega que significa busca da verdade. É o que todos os brasileiros esperam, pois já está ficando impossível desmentir as sucessivas evidências criminosas e escapar desse “mar de lama”.