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OPINIÃO

Ernesto Caruso: "Estado necessário e suficiente; CPMF não!"

Militar reformado

Redação

23/05/2016 - 01h00
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Não é fácil aos governos a solução dos problemas da sociedade na busca do equilíbrio entre as necessidades e as disponibilidades. Mas, há evidências que brotam ao simples olhar do cidadão que vive na mesma corda bamba do confronto entre a satisfação pessoal e familiar e a produção de recursos que supram tais aspirações. 

Criar mais impostos tem sido a tônica de sucessivos governos toda a vez que soa a campainha da falta de recursos no Tesouro Nacional, demonstrando ao cidadão a incapacidade do administrador público em reduzir o tamanho do Estado. A derrama levou Tiradentes à forca.

Os governantes têm sufocado a população que sofre nos corredores dos hospitais, no transporte, diante das balas perdidas.

O brasileiro não suporta mais a incompetência e a roubalheira que reina na era lulopetista, marcada pelos desvios do mensalão e petrolão.

Exige probidade do ente público e competência do administrador que o representa no propósito de enxugamento do Estado, lerdo e caro. Nenhum empresário contrata alguém para ficar ocioso. Ao pensar nos substitutos eventuais, não os deixa fora da atividade produtiva.

O Brasil tem 5.570 municípios, muitas das vezes mantidos por número ínfimo de habitantes. Prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, gabinetes, motoristas, secretárias...

Carga pesada. Sem contar a inconveniência da descabida criação de municípios, destaca-se dentre os servidores a figura do vice-prefeito, cargo de expectativa com custo elevado, gabinete, etc, na missão de substituir o prefeito. Um “faz nada” que o contribuinte sustenta.

Parece providência de somenos. Mas, com um salário p.ex. de C$ 10.000,00, média por baixo (?!), sem considerar outros custos, chega-se ao valor de C$ 55.700.000,00 por mês.

Cortem esse cargo; o presidente da Câmara assume. Reduza-se o número de vereadores; extinga-se qualquer tipo de aposentadoria aos entes políticos, substituindo-a por tempo de serviço conforme a contribuição previdenciária de cada um.

Justifica o porte da residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, como recém mostrado pela televisão? Carros e tantos seguranças? Do Senado? Verbas de gabinete para contratação de funcionários, “fantasmas” por vezes? Auxílio residência para quem já ocupa um próprio nacional? Que tenham os representantes do povo uma residência em Brasília, parece justo, pois rico ou pobre, vai dispor de acomodação condizente. Mas, passagem área toda semana para viajar para o seu Estado? Trabalho de terça a quinta?

Nos Estados Unidos são dois senadores por Estado, no Brasil, três. Lá no máximo 435 deputados, aqui são 513.

No Brasil do PT eram 39 ministérios, lá são 15 departamentos, sendo um destinado aos veteranos de guerra. A quantidade de ministérios não pode ser função dos compromissos com partidos em nome da governabilidade.

Chama à atenção a existência nos EEUU de um departamento específico para os veteranos. Provável que lá justifique. No Brasil é o caso?

Há que se compor a estrutura organizacional respeitando capacidade gerencial, as atividades importantes para atender a sociedade e o volume atinente a cada atividade.

Os problemas são muitos, necessidades no bojo. Corrupção, obesidade, tráfico de entorpecente, criminalidade, câncer, fome, moradia, contrabando, prostituição, educação, nem por isso se cria ministério para cada problema.

As necessidades são agrupadas por identidade, como é o caso da educação e da cultura, com tanta celeuma, por extinção de um ministério. Ora, há que prevalecer a racionalidade e não o interesse específico de uma classe para mamar na teta do Tesouro.

Nem mesmo se na foto oficial não há representantes de todos os gêneros, raças, etnias. Certo é, UNE e CUT vão infernizar por ordem do PT.

Pelo sim, pelo não, vão ocupar o espaço público, fazer greve e protesto porque não tem um(a) ministro(a) com cara/nome/sangue de japonês, alemão, gaúcho, nordestino, GLBT; qualquer outra razão. O governo Temer não pode ser refém do petismo afastado no processo de impeachment. Redução do Estado, sim, CPMF, não.     

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