Artigos e Opinião

OPINIÃO

Ruy Sant'anna: "Após impeachment Dilma será presa?"

Jornalista e advogado

Redação

10/06/2016 - 01h00
Notícia sem imagem

Logo após a Comissão de Impeachment de Dilma desistir da consulta ao STF sobre o prazo para defesa e acusação ter cinco (05) dias para apresentar suas razões e, logo após, ter se posicionado pelo prazo de 15 dias, conforme era desejo dos defensores de Dilma surgiu a indicação do procurador geral da República Rodrigo Janot pelas prisões do presidente do Senado Renan Calheiros, do ex-presidente José Sarney, do senador Romero Jucá e do deputado afastado Eduardo Cunha. É claro que essa decisão ainda depende de homologação do relator do STF na Lava Jato, Teori Zavaschi, mas também é claro que a exposição do nome de tais políticos influencia favorecendo o lado negativo da Comissão pró impeachment de Dilma que tentará se beneficiar de tal situação, como se ela fosse a virgem vestal em toda a corrupção que aconteceu e ainda são descobertas a cada dia.

Sou claro: não sou correligionário nem simpatizante a nenhum dos investigados ou não. Não tenho inscrição política nem compromisso de qualquer natureza com ninguém. Assim, não posso esconder minha clara posição de acompanhamento das “andanças” de dona Dilma com tamanco nas mãos quando “pedia solidariedade” à sua base aliada até na eleição de um líder do PMDB, na Câmara Federal, odeputado Picciani. A imprensa nacional registrou a intervenção da dona Dilma na eleição para a liderança peemedebista como se essa descabida invasão não fosse uma manobra que pudesse de alguma forma influenciar no seu (dela) impeachment. Ora, além do apoio do desgoverno Dilma, Picciani teve a seu favor a ampliação da bancada na Câmara com o retorno de titulares que ocupavam cargos no Executivo de Dilma e foram exonerados para participar das eleições daquela tarde. No entanto, a carga contra Eduardo Cunha era desproporcionalmente enorme como se fosse o manobrador e ignoraram a estúpida condução da Comissão de Ética que descumpria regras definidas no Regimento da Câmara e obrigatórias na sua condução em determinado rumo e levava para situações incongruentes e que davam margem de contestação da defesa de Eduardo Cunha. Isso, só não viu quem não quis, como o pior cego é o que finge não ver...

Ora, Dilma invadiu à sua maneira “institucionalizada” à Câmara Federal e também deu seus pitacos no Senado para tentar se manter na corda bamba de seu desgoverno. Alguém pode negar que ela não fez manobras no Congresso Nacional? Racionalmente impossível! E percebam que no burburinho das descobertas e anúncios das roubalheiras levantadas na Lava Jato, estamos em pleno avanço do impeachment de Dilma. Havia a intenção de seguir o rito do CPP de 15 para 5 dias que deveria ser concedido para a defesa e acusação. E nesse emaranhado surgiu o pedido de prisão do presidente do Senado, de um ex-presidente da República e Senado, de outro senador e de um ex-presidente da Câmara afastado. Queira Deus e os homens que essa medida não tire nem diminua a ação correta e justa de o impeachment continuar soberanamente até impedir definitivamente o retorno de Dilma ao Palácio do Planalto e à amplitude da desgraça brasileira.

Finalizando, após o impeachment Dilma será presa? Responderá às delações de companheiros desconsiderados depois de presos? Serão analisadas provas e indícios de que Dilma e Lula sabiam do que existia nos subterrâneos palacianos? Ora, Dilma, através da “nomeação” de Lula para a Casa Civil, entre outras atitudes, não tentou impedir o avanço da Lava Jato, com medo da prisão de Lula?

Acredito que, se não deturparem os propósitos da Lava Jato e das honradas e honrados profissionais que a compõe teremos final feliz para a nação brasileira. Crente nessa esperança lhes dou hoje o meu bom dia, o meu bom dia pra vocês.

Artigo

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Segundo o proprietário, algumas tinham aproximadamente 500 anos, acompanhando gerações, mudanças de governo e sucessivas estações

03/11/2026 07h35

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Continue Lendo...

Editorial

Segurança pública exige inteligência

O crime organizado não respeita limites estaduais, calendários eleitorais ou diferenças partidárias, por isso, seu enfrentamento não pode ficar limitado a iniciativas isoladas

03/11/2026 07h25

Segurança pública exige inteligência

Segurança pública exige inteligência

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).