Tenho recebido, constantemente, pedidos de explicações do leitor (a), se, Lula, efetivamente, pelo seu discurso de posse, em 1º de janeiro de 2003, tinha boas intenções para tocar o seu governo? Vamos relembrar o que ele disse, no ato do seu engajamento? “Quando olho a minha própria vida de retirante nordestino, de menino que vendia amendoim e laranja no cais de Santos, que se tornou torneiro mecânico e líder sindical, que um dia fundou o PT e acreditou no que estava fazendo, que agora assume o posto de supremo mandatário da nação, vejo e sei, com toda clareza e com toda convicção, que nós podemos muito mais”.
Inquestionavelmente, Lula poderia muito mais. Muito mais mesmo, ele poderia fazer. Todavia, vergou-se às tentações. Vieram o mensalão, o petrolão e, dessa maneira, a era petista, terminou com a mais elevada melancolia. Agora Lula trava uma batalha constrangedora para não ser preso, no exato momento que a pedido do Procurador-Geral da República Rodrigo Janot, o Supremo Tribunal Federal, remeteu ao Juiz Sérgio Moro, as investigações relativas ao ex-presidente. Assim, Lula passa a ser investigado pelo Juiz Sérgio Moro, da operação Lavo-Jato. Exatamente, começa aí o caminho de Lula para o patíbulo.
A grande e boa verdade é que, por mais que o Lula se esforce para demonstrar a sua inocência e atribuir aos outros, atos ilegais, ninguém vai superá-lo na capacidade de assaltar os cofres públicos. O ex-deputado federal Pedro Correa, negociando acordo de delação premiada com a Justiça, confirma a conduta imoral do ex-presidente. Apresentando-se ao Ministério Público, para contar tudo o que sabe, em troca de redução de pena, asseverou Pedro Correa: “Usei a política para negociar propina e, que, o esquema de corrupção era negociado diretamente com o ex-presidente Lula, que gerenciava pessoalmente o esquema de corrupção da Petrobrás, desde a indicação dos diretores corruptos à divisão do dinheiro desviado, entre políticos e os partidos”. Cá, entre nós, esse não é o testemunho mais cruel e contundente, sobre a participação direta de Lula no esquema de corrupção da Petrobrás?
Agora vamos ao amigo mais íntimo do presidente Lula. Quem é ele? É o cumpridor metódico, circunspeto, o homem que não ri, sisudo ao extremo e, sobretudo, altamente positivo na elevada “arte” da corrupção. Trata-se de JOÃO VACCARI NETO, tesoureiro do PT, preso desde abril/15 e, já com a ida de 57 anos, sabe que a única maneira de não morrer na cadeia, é a delação premiada. A operação Lava-Jato, já rastreou que Vaccari, embolsou do petrolão, US$4,5 milhões arrecadados para as campanhas de Lula-Dilma. Acontece que a Lava-Jato quer mais, eis que a sala de Vaccari funcionava quase como uma financeira, recebendo frequentemente malas abarrotadas de dinheiro (São os famosos “pixulecos”).
Vaccari, enfim, poderá detalhar, com toda a grandeza do seu conhecimento, a participação do Lula, como mentor do mais elevado esquema de corrupção já urdido nesta continental federação. Vaccari tem tudo anotado no seu livrinho secreto. Será que ele vai abrir o bico? Vocifera Vaccari: “Se eu falar tudo, entrego a alma do PT. E tem mais, o pessoal da CUT me mata assim que eu botar a cara na rua”. Dessume-se, dos fatos, à evidência, que a Lava-Jato, por ora, deverá contentar-se com os elementos já constatados e apurados devidamente.
O príncipe das empreiteiras, provedor-mor das campanhas eleitorais, doador universal do sistema político da era Lula, Marcelo Odebrecht, está preso há mais de 1 ano. A Lava-Jato, já rastreou que a Odebrecht depositou na Suíça, a favor do marqueteiro João Santana, para a campanha de Dilma, 3 milhões de dólares e, outros, 22,5 milhões de reais, em dinheiro vivo, na conquista do 2º turno da reeleição de Dilma. Marcelo Odebrecht confirma que esses valores ao Santana, não foram declarados à Justiça Eleitoral. Disse mais, ainda, que no movimento/14, “Volta Lula”, a Odebrecht doou R$4,6 milhões ao Instituto Lula e pagou R$3 milhões, por suas “palestras”.
Mario Vargas Llosa, escritor peruano, Nobel da Literatura, afirma: “Não vejo no Brasil o caos. Vejo um grande movimento de saneamento, uma luta popular contra a corrupção. Não são objetivos irreais, são alcançáveis e podem levar o Brasil a decolar para o progresso e a Justiça Social”.
E o que pode fazer o presidente interino Temer? Em curto prazo, investir na infraestrutura e, em longo prazo, ou talvez, nem tanto, a reforma da previdência, tributária e trabalhista.