Hoje ao colocar minha farda com uma paciência que não é meu costume, comecei a refletir sobre a minha posição, opinião e o que represento para a sociedade.
Cheguei a seguinte conclusão, e isso já dentro do carro a caminho do BATALHÃO ouvindo ELVIS PRESLEY, que sou apenas uma peça nesse tabuleiro de xadrez e que, com certeza, sou o peão que se sacrifica para proteger a Rainha.
O porquê desse sentimento de derrota? É simples, um Policial Civil foi barbaramente assassinado a tiros de fuzil dentro de uma academia no centro da cidade de Paranhos, cidade próximo a fronteira. Em Caarapó, uma pequena cidade do interior onde grande parte da população éindígena, três Policiais Militares foram brutalmente espancados pelos indígenas simplesmente por serem POLICIAIS.
E para meu espanto a bancada da AL/MS do PARTIDO DOS TRABALHADORES, fez uma nota de repúdio sobre a morte do índio morto em confronto com fazendeiros durante a invasão da Fazenda.
Oras e os Policiais torturados? E a Viatura queimada? E o Policial Civil assassinado que deixa esposa e um filho? Agora no País vizinho ( Paraguai) na cidade de Pedro Juan que faz divisa com a cidade de Ponta Porã, cidade Brasileira uma guerra de facções que mais parece as guerras travadas nos morros do Rio de Janeiro.
Bandidos têm armas de guerra, enquanto o cidadão comum, se for abordado com um canivete, será preso por portar arma Branca.
E a autoridade do Policial? Bah!!! Isso já é motivo de piada, e sabem por quê?
Até o policial perder o medo! Medo da prisão, medo da morte, medo da opinião pública, Medo da canetada! Olha que absurdo: O policial enfrenta um 7.62mm, mas teme um homem que recebe o nome De JUIZ, que possui apenas uma caneta e um papel nas mãos! Policiais sendo achincalhados por pessoas que prestam serviços para ONGS de DIREITOS HUMANOS.
Sabe até quando??
Até o policial perceber que não é o calibre de sua arma que o faz guerreiro e, sim, sua coragem para se levantar contra a ameaça, seja ela qual for, inclusive a institucionalizada.
Tudo se justifica pela covardia endêmica que tomou conta da polícia. Toda desculpa é válida para nada mais ser feito, além da efêmera revolta “zapial”: “tenho família”. “Depois vem a covardia”. “O comando é quem tem que tomar providências”. “A tropa não é unida”.
Quase sempre, estes argumentos são proferidos por meros servidores públicos, que não possuem em seus corações a semente do combate e do destemor. E, talvez, aí eu também me encontre. Meus irmãos, seja você Soldado, Sargento ou Oficial, somos um só corpo. E este corpo está sendo atacado por um câncer chamado IDEOLOGIA!
É hora de unirmos os “anticorpos” e combater a doença de frente!
Seremos humilhados sabe até quando?
Até todos sentirem, de verdade, a aflição de um colega nos últimos momentos antes de ser assassinado por narcoterroristas e ladrões, ou até todos sentirem a dor do colega que não tem nem salário, nem o que comer!
Até que o espirito de corpo te faça romper a barreira da indiferença e do preconceito e te faça enxergar qualquer policial como teu irmão de sangue. Até o momento em que você, que nada faz, deixe de desacreditar o pouco que fazem.
O Estado já deixou claro que a Segurança Pública não é sua prioridade quando negligenciou os meios de subsistência de seus agentes, quando não criou subsídio jurídico para ações policiais neste Estado sitiado pela fronteira e sua criminalidade e cada vez mais cria benefício para a marginalidade:
Estamos sozinhos, irmãos. Apenas nós, a POLÍCIA, queremos combater o poder paralelo. Porque o resto da hipócrita sociedade se adapta a essa realidade, como cordeiros que são.
Quando...me pergunto... até quando?
Responda a si mesmo: Até o momento em que sua vaidade seja tão ínfima a ponto de te fazer enxergar que somos apenas uma célula de um mesmo organismo. E que, se a célula do lado está sendo atacada, é problema meu e seu, é nosso também é de toda a sociedade!!