Artigos e Opinião

OPINIÃO

Vanderlei Duarte Cabreira: "Estamos perdendo para o crime?"

Sub-tenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul

Redação

17/06/2016 - 01h00
Notícia sem imagem

Hoje ao colocar minha farda com uma paciência que não é meu costume, comecei a refletir sobre a minha posição, opinião e o que represento para a sociedade.

Cheguei a seguinte conclusão, e isso já dentro do carro a caminho do BATALHÃO ouvindo ELVIS PRESLEY, que sou apenas uma peça nesse tabuleiro de xadrez e que, com certeza, sou o peão que se sacrifica para proteger a Rainha.

O porquê desse sentimento de derrota?   É simples, um Policial Civil foi barbaramente assassinado a tiros de fuzil dentro de uma academia no centro da cidade de Paranhos, cidade próximo a  fronteira. Em Caarapó, uma pequena cidade do interior onde grande parte da população éindígena, três Policiais Militares foram brutalmente espancados pelos indígenas simplesmente por serem POLICIAIS.

E para meu espanto a bancada da AL/MS do PARTIDO DOS TRABALHADORES, fez uma nota de repúdio sobre a morte do índio morto em confronto com fazendeiros durante a invasão da Fazenda.
Oras e os Policiais torturados? E a Viatura queimada? E o Policial Civil assassinado que deixa esposa e um filho? Agora no País vizinho ( Paraguai) na cidade de Pedro Juan que faz divisa com a cidade de Ponta Porã, cidade Brasileira uma guerra de facções que mais parece as guerras travadas nos morros do Rio de Janeiro.

Bandidos têm armas de guerra, enquanto o cidadão comum, se for abordado com um canivete, será preso por portar arma Branca.

E a autoridade do Policial? Bah!!! Isso já é motivo de piada, e sabem por quê?

Até o policial perder o medo! Medo da prisão, medo da morte, medo da opinião pública, Medo da canetada! Olha que absurdo: O policial enfrenta um 7.62mm, mas teme um homem que recebe o nome De JUIZ, que possui apenas uma caneta e um papel nas mãos! Policiais sendo achincalhados por pessoas que prestam serviços para ONGS de DIREITOS HUMANOS. 

Sabe até quando??

Até o policial perceber que não é o calibre de sua arma que o faz guerreiro e, sim, sua coragem para se levantar contra a ameaça, seja ela qual for, inclusive a institucionalizada.

Tudo se justifica pela covardia endêmica que tomou conta da polícia. Toda desculpa é válida para nada mais ser feito, além da efêmera revolta “zapial”: “tenho família”. “Depois vem a covardia”. “O comando é quem tem que tomar providências”. “A tropa não é unida”.

Quase sempre, estes argumentos são proferidos por meros servidores públicos, que não possuem em seus corações a semente do combate e do destemor. E, talvez, aí eu também me encontre. Meus irmãos, seja você Soldado, Sargento ou Oficial, somos um só corpo. E este corpo está sendo atacado por um câncer chamado IDEOLOGIA! 

É hora de unirmos os “anticorpos” e combater a doença de frente!

Seremos humilhados sabe até quando?

Até todos sentirem, de verdade, a aflição de um colega nos últimos momentos antes de ser assassinado por narcoterroristas e ladrões, ou até todos sentirem a dor do colega que não tem nem salário, nem o que comer! 

Até que o espirito de corpo te faça romper a barreira da indiferença e do preconceito e te faça enxergar qualquer policial como teu irmão de sangue. Até o momento em que você, que nada faz, deixe de desacreditar o pouco que fazem.

 O Estado já deixou claro que a Segurança Pública não é sua prioridade quando negligenciou os meios de subsistência de seus agentes, quando não criou subsídio jurídico para ações policiais neste Estado sitiado pela fronteira e sua criminalidade e cada vez mais  cria benefício para a marginalidade:

Estamos sozinhos, irmãos. Apenas nós, a POLÍCIA, queremos combater o poder paralelo. Porque o resto da hipócrita sociedade   se adapta a essa realidade, como cordeiros que são.

Quando...me pergunto... até quando?

Responda a si mesmo: Até o momento em que sua vaidade seja tão ínfima a ponto de te fazer enxergar que somos apenas uma célula de um mesmo organismo. E que, se a célula do lado está sendo atacada, é problema meu e seu, é  nosso também é de toda a sociedade!!

Artigo

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Segundo o proprietário, algumas tinham aproximadamente 500 anos, acompanhando gerações, mudanças de governo e sucessivas estações

03/11/2026 07h35

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Continue Lendo...

Editorial

Segurança pública exige inteligência

O crime organizado não respeita limites estaduais, calendários eleitorais ou diferenças partidárias, por isso, seu enfrentamento não pode ficar limitado a iniciativas isoladas

03/11/2026 07h25

Segurança pública exige inteligência

Segurança pública exige inteligência

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).