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OPINIÃO

Venildo Trevizan: "Caminhos da fé"

Frei

Redação

02/07/2016 - 01h00
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Para os cristãos, isto é, para os que crêem em Jesus Cristo, a história da humanidade passou pelos mais diversos acontecimentos. Aconteceram grandes e marcantes mudanças no comportamento e nos costumes dos povos. As mais diversas culturas e tradições também foram definindo e abrindo caminhos e modos de pensar os mais diversos.

Essa história se divide em: Antes de Cristo e Depois de Cristo. Antes de Cristo eram os profetas os encarregados de manter o povo submisso a alguns princípios (mandamentos) em vista do Messias que haveria de vir e libertar esse povo que amargava uma escravidão desumana. Era preciso orientar e assegurar ao povo que a libertação estaria próxima.

A exigência era sempre no sentido de aguardar com paciência e perseverança na fé. A pregação dos profetas era alimentada por uma linguagem forte e exigente para manter o povo submisso, pois a figura de Deus era apresentada como severa e exigente. Deus morava nas alturas. Mas quando acontecesse algo que o pudesse ofender, Deus descia em sua ira e destruía a nação com seu povo. 

Essa era a maneira com que os líderes políticos e religiosos encontravam para manter o povo sob seu controle e seu domínio. Criaram um deus justiceiro, um deus que protegia os bons e castigava os maus. E para aplacar a ira desse deus era necessária a pratica constante do jejum, da penitencia e da esmola.
Com a vinda de Jesus Cristo, essa história e essa humanidade tomaram um rumo mais ameno e mais seguro. Não será mais um Deus juiz, mas um Deus Pai. Não estará nas alturas distante do povo, mas estará no mesmo caminho e no coração de cada ser humano. Não será um Deus causador de medo, mas criador de comunhão. Não será um Deus que privilegia os bons e castiga os maus, mas um Deus que fará o sol nascer tanto para os bons quanto para os maus e fará chover tanto para os justos quanto para os injustos.

Agora os caminhos são outros. Agora os caminhos são muitos. Deus é um só e para todos. São muitas as maneiras de chegar a ele. São muitas as formas de lhe prestar culto, de lhe manifestar amor, de lhe revelar confiança e gratidão. São muitos os modos de acolhê-lo, de ouvi-lo e de partilhar sentimentos e sonhos.

Hoje o mundo está marcado por incontáveis modos de expressar a fé em Jesus Cristo. São muitas as igrejas. São muitas as comunidades. São muitas as liturgias. São muitos os meios. Tudo para cultuar o mesmo Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Essa é a riqueza da fé cristã.

Existem outras organizações além do cristianismo que cultuam o mesmo Deus com outras denominações. Umas existem bem antes do surgimento do cristianismo e perpetuam suas doutrinas e seus princípios em função do fortalecimento da união, da fé e do respeito às demais organizações.

Se o mundo entendesse essa variedade de tradições e de cultos e construísse a unidade na diversidade, estaríamos celebrando a fraternidade universal e o paraíso definitivo, estaríamos festejando o novo céu e a nova terra.

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