Ao analisarmos o percurso das tecnologias nas últimas décadas, é possível observar e constatar um notável avanço em diversos meios de interesse para o ser humano.
Da medicina, com procedimentos que se tornam possíveis por meio de aparelhos com alto grau de precisão, ao comércio mundial, que se expande pela fácil comunicação e informação.
As inovações tecnológicas são um dos assuntos que geram discussões em âmbito governamental e privado para que se alcancem, cada vez mais, facilidades em diversos setores da vida humana.
O avanço das novas tecnologias gera transformações sociais e culturais. A comunicação em longa ou curta distância é feita de maneira rápida a partir de uma pequena tela de celular.
Pela mesma tela, as informações são obtidas e transmitidas em segundos através do mundo. Esta é uma ação comum e do cotidiano do mundo atual e, em sendo incorporada e mantida nas sociedades, torna-se algo cultural.
Por essa perspectiva, é perceptível a necessidade de adequarmos o nosso processo de ensino e aprendizagem às realidades de nossos jovens.
Em contrapartida, essa necessidade depara com o recuo de nossos educadores para com a utilização de novas tecnologias, que, na maioria das vezes, é justificada pelo não domínio de determinados equipamentos, sendo o mais comum desses o computador.
Essa resistência pode ser associada a uma formação docente incompleta ou insuficiente ainda no nível de graduação (formação inicial) ou (e) à falta de cursos de capacitação (ou de interesse por formação continuada e em serviço).
O governo federal iniciou, há duas décadas, políticas de intervenção para que escolas pudessem ter acesso a novas tecnologias, como é o caso do Proinfo, que visava justamente à introdução das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação na escola pública como ferramenta de apoio ao processo ensino-aprendizagem.
Mas somente a introdução dos computadores na escola não é suficiente para que a prática pedagógica possa ser reestabelecida, quando o que se deseja é o estabelecimento de uma relação diferente com o conhecimento e com a sociedade. E isso passa evidentemente pela formação contínua de educadores.
A finalidade dessas discussões em torno do uso de novas tecnologias na educação é atingir o aluno, de uma maneira que se possa ter proximidade com sua realidade e promover a interação desta com os métodos de ensino, que, na maioria dos casos, ainda se baseiam no tradicional quadro negro.
Para que se tenha sucesso, a escola como um todo tem o papel fundamental e a responsabilidade de inserir as ações que envolvem essas discussões em suas práticas pedagógicas.
Estar atento aos movimentos de nossas crianças é um bom indicativo do que as escolas devem utilizar no âmbito de tecnologias e de como a educação pode fazê-lo, investindo também nas devidas correções de rumo!
*Debora de Souza Melo: Discente do curso superior de Tecnologia em Processos Gerenciais do IFSP – Campus São Carlos/SP. Nilton Cezar Carraro: Graduado em Ciências Contábeis, Mestre em Ciências Contábeis e Doutor em Engenharia de Produção. Docente do curso de Ciências Contábeis da UFMS – Campus de Três Lagoas/MS.