Grandes nações indiscutivelmente apresentam forte ciência e tecnologia. Durante a estória da humanidade esta assertiva pode ser considerada uma evidencia de força e desenvolvimento. Foi assim no antigo Egito e no império Romano e será assim pelos próximos séculos.
A tecnologia diferencia as nações lhes proporcionando, além de uma maior qualidade aos seus cidadãos, um maior poderio dado pelo conhecimento. Armas, medicamentos, melhores alimentos, computadores e fantásticos sensores. Tudo advém de uma excelente e desenvolvida nação tecnológica que admira e apoia suas mentes brilhantes.
Esta semana a prestigiada revista Nature publicou uma série de pequenas matérias demonstrando o legado de Obama para a ciência e tecnologia dos EUA. Indiscutivelmente, mesmo em meio a uma enorme crise, a política presidencial americana sempre apoiou o desenvolvimento tecnológico do pais com tudo que podia. Ao ser eleito em 2008, Barack Obama escolheu o médico e cientista John Holdren como seu mais importante conselheiro cientifico.
Isto sinalizou de imediato que as ciências da vida teriam enorme prioridade para o presidente americano e três principais propostas foram consolidadas. Primeiramente foi desenvolvida a proposta de mapeamento do cérebro, incluindo a iniciativa Brain Research Through Advancing Innovative Neurotechnologies (BRAIN). Em segundo houve o desenvolvimento do programa de tratamentos médicos personalizados, conhecido como iniciativa de precisão medica, que incluiu um ambicioso estudo de dados genômicos de um milhão de pessoas nos Estados Unidos. E finalmente como terceiro objetivo foi focada a cura do câncer, onde o programa Cancer Moonshot investiu aproximadamente 1 bilhão de dólares para este fim.
Por outro lado, Obama reduziu o investimento para a NASA, cancelando o projeto Constelação, que objetivava o envio de mais astronautas a lua. Além disso passou a responsabilidade de viagens espaciais a empresas privadas como começaram a se organizar para explorar o turismo milionário do futuro.
Além disso Obama expandiu a participação americana na Estação Espacial Internacional até 2024, sendo este um programa muito mais aclamado cientificamente. Adicionalmente um ponto crucial da política presidencial com relação a ciência consistiu em garantir maior transparência e credibilidade a ciência e ao desenvolvimento tecnológico do pais, reduzindo a interferência das agências e aumentando a liberdade de criação.
Em suma, o atual presidente americano foi extremamente benéfico à ciência e tecnologia mundial. Ao observarmos todos estes fatos é quase impossível não traçarmos uma comparação paralela ao legado cientifico proposto pelo nosso governo. Nos últimos oito anos perdemos mais de 50% do investimento em ciência em nosso pais. A maior parte dos grandes cientistas estão evadindo do Brasil em busca de melhores condições de salários. Temos uma estratégia governamental de ciência e tecnologia confusa e desconexa da realidade. Enquanto os americanos têm ótimos cientistas como assessores presidenciais, nem mesmo temos mais um ministro dedicado somente a ciência e tecnologia.
Enfim, este é o legado cientifico Dilma. Um caos na ciência e um retrocesso que será sentido pesadamente nas próximas duas décadas, nos colocando em um patamar cientifico ínfimo que não corresponde aos méritos de nossa nação. A ciência está vigilante ao nosso lado, atuando sabiamente para solucionar os problemas de nossa sociedade.