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ARTIGO

Gilson Cavalcanti Ricci: "Votar em quem?"

Advogado

Redação

15/09/2016 - 02h00
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   Nem acabou ainda o fragor da “Lava-Jato”, e novamente a velha guarda, à espreita dos eleitores incautos, utiliza da arcaica propaganda eleitoral, para difundir suas promessas. Promessas, só promessas!  Estamos no ano das eleições para prefeito e vereador, designadas para o dia dois de outubro deste ano. Os partidos políticos tomaram suas posições dentro do perímetro urbano de Campo Grande, dedicados à estratégia da campanha eleitoral, colocando nas esquinas seus eternos cabos eleitorais, como sempre pobres diabos mal pagos, sem nenhum direito trabalhista, apesar de seus patrões temporários gritarem hipocritamente contra os “maus patrões” e os “baixos salários”, numa dissimulação de dar nojo, proferida na cara do eleitor por onde passa, mormente durante o “horário político” - essa pândega patrocinada pela Justiça Eleitoral, imposta na marra, nos moldes das ditaduras. 

Na verdade, a esses espertalhões jamais interessou o bem-estar de seus eleitores, tampouco a situação aflitiva da economia nacional. O que os anima na verdade é o ganho fácil dos altos subsídios, e ouras vantagens decorrentes do exercício do cargo para o qual foram eleitos. 

Na campanha eleitoral, com seus discursos fantasiosos, sem nenhum conhecimento de economia, engabelam o eleitor com promessa de trabalhar em prol da redução do custo de energia elétrica, da passagem de ônibus, da água, etc, sem contudo admoestarem quanto à evolução da inflação puxada pela crescimento populacional, que requer rígido controle da inflação calculada sobre o PIB, por exemplo. Sem atenção a esse detalhe primordial da economia, vão pregando suas “plataformas” de forma hilária, sem cunho científico, e assim desmerecem a confiança do eleitor melhor instruído. O resultado é a desconcertante pantomima perpetrada pela maioria de candidatos despreparados, o que enxovalha a finalidade cívica da lei eleitoral, ao oferecer de graça os órgãos de comunicação de massa a todos os candidatos indistintamente, para difusão de seus projetos. Não poderia ser outro o resultado negativo de funcionamento dos poderes constituídos, quando o eleitor, motivado pela propaganda enganosa, coloca lá pessoas despreparadas.

Foi assim em todas as eleições passadas. Até quando surgiram leis específicas, que deram força atuante aos órgãos de combate ao crime, que estão agindo firmes contra os assaltantes dos cofres públicos, os quais depenaram impiedosamente a Petrobrás e outras empresas vitais à economia nacional, num intolerável escárnio a milhões de trabalhadores brasileiros, que não podem sequer dar alimentação adequada ao sustento da família.  Despudoradamente, em detrimento do eleitor que os elegeu ao honroso munus da democracia, os corruptos, alcançados nas ações movidas pelo Ministério Público, agiram sorrateiros, na calada da noite, e assim encheram os bolsos com dinheiro roubado do erário público, como vimos nas cenas filmadas do “mensalão”. 

De outro lado, o elevado número de candidatos a prefeito é assustador, para uma cidade que ainda não atingiu seu primeiro milhão de habitantes. Inscreveram-se perto de duas dezenas de candidatos. Um deles se utiliza do símbolo do comunismo, anexo à estrela do PT, como uma declaração de amor ao “bolivarismo”! Outro, de chapéu preto na cabeça, faz gestos pândegos frente as câmaras, sem nada dizer sobre sua “meta” administrativa. Diante disto, o eleitor deve observar muito bem a palavra de cada um dos candidatos, porque político ruim é a desgraça de uma nação, a história não mente! Em nosso país, lamentavelmente, sempre existiu um número assombroso de maus políticos. Para confirmação disto, basta assistirmos os noticiários, que  sempre estão repletos de fatos deprimentes perpetrados por políticos corruptos, a denegrir a democracia brasileira. 

 

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