Artigos e Opinião

Opinião

André Domingos: "Reflexões sobre a violência"

André é professor de Medicina da UNIDERP e UFMS. Médico Urologista.

Redação

17/10/2016 - 01h00
Notícia sem imagem

A violência é algo incompreensível sob qualquer circunstância? Ou apenas se torna estarrecedora quando praticada de forma fútil, banal ou “sem motivo”?

Os dois últimos casos noticiados pela imprensa e mídia social, um de repercussão nacional e outro local, evidenciaram  que a sociedade reflete, critica e repudia atos de barbárie. Todos se comoveram ao ver adolescentes torturarem sem motivo, se é que há motivo para tortura, uma jovem em Trindade - GO. Curto espaço de tempo a seguir, em Campo Grande, noticiou-se que um grupo, encorajado por estar em maioria, sufocou e espancou um rapaz nas ruas da capital.

 Em contraponto, observa-se certa tolerância com atos considerados menos dolosos ou mesmo com a exposição indireta à violência, ou seja, não se indigna da mesma maneira quando idosos são abandonados, quando há violência de gênero ou mesmo quando crianças presenciam atos violentos em casa, nas ruas ou pelos meios de comunicação, às vezes disfarçadas por estes últimos como esporte ou até mesmo entretenimento.

A maldade do homem, segundo Rousseau, provém da transformação do indivíduo, originalmente bom, em ser egoísta e individualista o que de certa maneira foi ratificado por Freud tempos depois: “As mais desagradáveis características do homem são geradas por esse ajustamento precário a uma civilização complicada”. É óbvio que neste diapasão existem fatores alheios à individualidade como a fome, a deseducação ou a falta de qualquer perspectiva de viver dignamente que impulsionam atos violentos e, mesmo nesta situação não podem contar com nossa indulgência. No entanto, é explícito que as jovens em Goiás ou a gangue campo-grandense não estavam sob estas condições. Havia, nesses casos, plena possibilidade de agir de maneira diferente, o que nos leva a refletir sobre as razões de seus atos. 

Seria a incapacidade dos indivíduos em alegrar-se com aquilo que têm? Seria a manifestação mais pura do egoísmo e do autocentrismo? Seria a permanente incapacidade em lidar com as frustrações? Difícil escolher apenas uma, o mais provável é que a resposta esteja na confluência de todas elas.

Artigo

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Segundo o proprietário, algumas tinham aproximadamente 500 anos, acompanhando gerações, mudanças de governo e sucessivas estações

03/11/2026 07h35

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Continue Lendo...

Editorial

Segurança pública exige inteligência

O crime organizado não respeita limites estaduais, calendários eleitorais ou diferenças partidárias, por isso, seu enfrentamento não pode ficar limitado a iniciativas isoladas

03/11/2026 07h25

Segurança pública exige inteligência

Segurança pública exige inteligência

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).