Uma destas ações para melhoria do trânsito é investir em sinalização vertical e horizontal. Atualmente, o motorista precisa simular faixas de rolamento e adivinhar vias preferencias.
Campo Grande precisa urgentemente de um novo plano para organizar o trânsito da cidade. A medida não pode ser adiada para que se evite que em um futuro próximo, engarrafamentos quilométricos vistos em grandes capitais, como São Paulo (SP), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) identificou em seu levantamento mais recente, 35 pontos de estrangulamento nas vias públicas da cidade durante os horários de pico. Em um ano, este número praticamente dobrou e a tendência, se nada for feito, é que surja mais lugares com o mesmo problema.
Neste ano o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística estimou a população de Campo Grande em 863.982. Desde 2010, quando foi realizado o último censo, a capital sul-mato-grossense ganhou quase 80 mil habitantes, número equivalente ao de uma cidade do tamanho de Ponta Porã, a quinta maior do Estado. Neste período, houve algumas obras de mobilidade, como a revitalização da Avenida Duque de Caxias e a pavimentação da Avenida Lúdio Coelho. Porém, estes projetos não foram suficientes para acompanhar o crescimento da população, do perímetro urbano e também da frota.
Outro fator que as autoridades de trânsito, vereadores, atual prefeito e o próximo devem considerar é a numerosa frota da cidade: são 530.865 veículos, dos quais 274.995 automóveis e 120.824 motocicletas. É preciso agir em várias frentes para melhorar a mobilidade urbana e tornar a vida dos cidadãos mais cômoda.
Uma destas ações para melhoria do trânsito é investir em sinalização vertical e horizontal. Atualmente, o motorista precisa simular faixas de rolamento e adivinhar vias preferencias. Quando há faixas nas ruas, placas visíveis nos cruzamentos e semáforos funcionando corretamente, o respeito às leis de trânsito aumenta, até porque, a sinalização é uma forma de o município demonstrar a motoristas e pedestres que a legislação está em vigor.
Também é necessário melhorar o transporte público. Mais ônibus em circulação, e oferecer um nível de conforto maior ao passageiro, certamente poderia levar muitos motoristas a optar por deixar o carro ou a motocicleta em casa, para usar o ônibus. Se mais pessoas utilizarem o transporte coletivo, a rentabilidade das concessionárias do serviço poderá aumentar. Para que isso ocorra, contudo, é preciso mais fiscalização por parte da prefeitura.
A mesma Agetran que identificou os 30 pontos de congestionamento nas ruas da Capital também pode ajudar. Colocar mais agentes nas ruas para coibir manobras perigosas dos motoristas, estacionamentos em locais proibidos, certamente melhoram a fluidez no trânsito.
Para melhorar a mobilidade urbana, como visto, é preciso seriedade e fiscalização por parte do poder público, investimento em sinalização, cobrança por um transporte público de qualidade e também muito bom senso e cortesia por parte dos motoristas.