Artigos e Opinião

ARTIGO

Venildo Trevizan: "A espera"

Frei

Redação

26/11/2016 - 02h00
Notícia sem imagem

A Igreja está iniciando um novo ano litúrgico. Inicia convidando as pessoas a alimentarem a certeza de que estamos a caminho do melhor e do mais perfeito. Estamos a caminho. Estamos à espera de algo ou de alguém que poderá mudar nossos conceitos e garantir alegrias infindas e realizações plenas. 

Essa espera é uma situação nem sempre agradável. Muitas vezes provoca nervosismo e inquietação. Outras vezes causa expectativa e emoção. Isso acontece quando da espera do resultado de um exame médico nem sempre agradável, quando da espera do resultado do vestibular, ou de algum concurso, quando da espera de noticias após algum acidente. São situações que deixam o coração apertado e a alma dolorida de angústia.

Por outro lado, a espera de uma pessoa querida causará emoção e ansiedade. A espera de uma festa despertará empenho e capricho na roupa a vestir, no ambiente a organizar e nas pessoas a encontrar. Em tudo a emoção e o contentamento serão luzes a transformar a ansiedade em realidade, a expectativa em abraços e a preparação em celebração.

E a espera do Senhor? É profundamente agradável esperar alguém que amamos e admiramos. É sumamente saudável a espera de quem nos proporcionou algum beneficio ou algo que preencha aquilo de que precisamos para uma vida mais segura e mais saudável. Será uma espera muito feliz e que mudará o ambiente e o semblante.

Mesmo assim sabemos que existem pessoas que não encaram essa espera com alegria. São pessoas cuja alma anda muito atribulada, os pensamentos em muito perturbados, o coração em muito amarrado pelo rancor ou pelo ódio. São pessoas que amargam a noite da solidão.

Falta o perdão. Falta a reconciliação. Falta a conversão. E o anúncio de que o Senhor está próximo perturba o mais íntimo do ser. A situação em que se encontra não permite vislumbrar a alegria e celebrar o amor. Tudo transparece desilusão e revolta.

Mas para quem se esforça em fazer o possível em socorrer os necessitados, em consolar os tristes, em incentivar os fracos, em alimentar os famintos, em acolher os migrantes e em cultivar a misericórdia, essa espera será uma permanente festa de gratidão e louvor.

Essa espera é o mais sagrado desejo dessas pessoas que se empenham nessas atitudes e nessas atividades. Não apenas esperam o Senhor. Mas o fazem presente vivo e verdadeiro em seu testemunho e em sua ação transformadora. O anuncio de sua vinda ou da vinda do fim do mundo não altera e nem perturba. Apenas fortalece a fé e a confiança de fazer esse mundo ser um mundo de paz e de solidariedade.

Felizes aquelas pessoas que se capacitam em favorecer a vinda constante do Senhor em seu modo de viver e em seu jeito de conduzir os sentimentos e os pensamentos, as emoções e as orações, as atividades e as celebrações.

O Mestre dos mestres chama para vivermos em pleno dia, conscientes de que temos ao nosso alcance aquilo que esperamos pela fé e pela confiança do próprio Deus.

Artigo

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Segundo o proprietário, algumas tinham aproximadamente 500 anos, acompanhando gerações, mudanças de governo e sucessivas estações

03/11/2026 07h35

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Continue Lendo...

Editorial

Segurança pública exige inteligência

O crime organizado não respeita limites estaduais, calendários eleitorais ou diferenças partidárias, por isso, seu enfrentamento não pode ficar limitado a iniciativas isoladas

03/11/2026 07h25

Segurança pública exige inteligência

Segurança pública exige inteligência

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).