Artigos e Opinião

ARTIGO

Mario Amaral Rodrigues: "Viva D. Pedro II"

Docente aposentado da UFMS

Redação

02/12/2016 - 02h00
Notícia sem imagem

02 – 12 – 1825, Vivaaaa; Nasce no Rio de Janeiro Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga, coroado D. Pedro II, em 1841. Viva na forma de governo de nossa autenticidade, nossa cara, nossa origem, de grata lembrança. Seu exemplo Alteza, é lembrança que dói. Sua recusa à doação de “cinco mil contos de réis” que lhe fora feita para viver no exílio. Isso, ao tempo em que nossa moeda recompensava nosso suor. Vossa Alteza a recusou, porque houve autorização do parlamento de então. Partiu “expulso”, indo viver do seu suor, na França. 

O nosso, já no dia seguinte, passou a verter sanguinolento, alimentando vorazes sanguessugas que se valem, exatamente, da “casa de leis” para fazerem “doações”, “concessões”, “subvenções”, “negociações” e “contratações”, especialmente de construções, em levando “vantagem” em tudo.

 Do planalto onde Vossa Alteza determinou que ali fosse sediada a capital do Brasil, um altar de nome pátrio, corre um “mar de lama”, como nunca antes na história deste pais. Há tempo, Rui Barbosa, um dos articuladores daquele golpe (de verdade) e “arranjador” de uma constituição que iniciou nos nominando, “criativamente”, de Estados Unidos do Brasil, declarou: “No Império, o parlamento era uma casa de estadistas. Hoje é um balcão de negócios”.

Que diria ele hoje? Que diria De Gole autor da frase: “Este não é um pais sério”. Somos elemento para deboche, mundo afora. Coisas horríveis se lançaram sobre nós. O desprezo pela ética, pela honra. O verbalizado por altos “mandatários” vai ao conhecimento dos “mandados” recheado de “cortes”, que suprimem partes do pronunciado, classificadas como impublicáveis. 

Governados não ouvem trechos da conversa entre governantes, por “ação de censura” dos veículos de comunicação, para não mostrá-los como são, “ralé”. O último exemplo que nos lega Vossa Alteza, deixando o ouro e levando sua honra é, ao mesmo tempo, nosso orgulho e inspirador de nosso pranto. Choramos nosso erro, deveríamos, e poderíamos, ter reagido ao golpe, mesmo sem sua autorização.

O sangue que tivéssemos derramado lá, não estaria sendo alimento de uma “tropa de vampiros” insaciável. Hoje teríamos um seu descendente dinástico. Tudo teríamos. Teríamos poupado Monteiro Lobato em escrever: “De norte a sul o povo lamuria a sua desgraça e chora envergonhado o que perdeu, Tinha um rei. Tem sátrapas....Tinha moralidade. Tem o impudor deslavado ... Tinha brio. Tem fome. Tinha Pedro II. Tem...não tem! Era. Não é”, 

 Não vamos continuar assim. Espelhar-nos-emos na Holanda que ficou duzentos anos sem sua monarquia; na Espanha, país que Franco coroou de volta, restabelecendo-lhe a autenticidade. Nós, seus eternos súditos, haveremos de resgatar a nossa autenticidade, assim como a conservamos em nosso idioma. “... Brava brasileira!, longe vá ...temor servil. Ou ficar a pátria livre. Ou morrer pelo Brasil” (Hino da Independência. Letra de Evaristo Veiga. Música de D. Pedro I).

Artigos

Entre a estabilidade e o crescimento: o dilema dos juros no Brasil

O diagnóstico merece debate, mas reduzir a Selic por decreto ou a submeter a um conselho político não elimina os riscos de inflação, fuga de capitais e desvalorização cambial

05/11/2026 07h35

Artigo Correio do Estado

Artigo Correio do Estado

Continue Lendo...

Editorial

Chega de caixa-preta nos cofres estaduais

A estagnação no faturamento estadual ocorreu em um período em que as autoridades locais se vangloriavam do crescimento em ritmo chinês do Produto Interno Bruto (PIB) local

05/11/2026 07h20

Artigo Correio do Estado

Artigo Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).