Contradições existem na natureza, no ser humano, na sociedade, desculpem-me pela obviedade! Marx, por exemplo, dizia que o Estado opressor existia para garantir a propriedade dos meios de produção e da sociedade de classes. Eliminaram a propriedade e as classes sociais, e surgiu um Estado mais opressor e sanguinário que qualquer outro, só comparável ao nazismo, que também se dizia socialista, ora vejam as contradições!
Freud, o maior conhecedor da alma humana após Shakespeare, apontou para o conflito entre os instintos de vida e o de morte, a nos atormentar e impulsionar... a vida! Sem esse conflito, assim entendem muitos, seríamos pouco mais que... abóboras! Mas abóboras para cá, pitangas para acolá, vivemos tormentosos e esperançosos momentos, vejam a contradição, de um Brasil pós Dilma/Lula e... pós-Moro.
O primeiro, representando um projeto ideológico que sempre levou nações ao fracasso econômico e moral. O segundo, pós-Moro, representando uma suada reação da sociedade, do que ainda presta nela, no sentido de recuperar e aprimorar o moral num projeto de nação. O mal é esperto, e faz ele crer para muitos que Moro é um herói solitário, numa tarefa quase impossível, o que o torna presa fácil de ardis plantados pelo Império do Mal que ele confronta. Mas esse Juiz, juizeco de primeira instância, querem alguns, é apenas um brasileiro certo, no lugar certo, no momento certo, tal como há dezenas de outros “juizecos” mostrando a cara e a a competência.
Mas fato é que alguma coisa mudou no Brasil pós-Moro, mercê de vasta mobilização popular pela recuperação moral da nação, e que o Império do Mal tenta desqualificar como coisa de “coxinhas moralistas”! São as contradições do universo democrático, conviver e tolerar aqueles que parecem ter como objetivo de vida, detonar o Estado democrático e de direito, se utilizando das instituições que buscam detonar para, fim ao cabo, liquidá-las.
É o que vimos no mundo todo e, aqui, acabamos de ver no maior assalto que uma nação já sofreu, apenas inferior ao que os judeus sofreram nas mãos dos nazistas. Nessa prática, leitor, atingiam vários objetivos: enchiam as burras do Partido, desmoralizavam as instituições da República e corrompiam as organizações partidárias. Interessante é que tal “práxis revolucionária” como dizem eles, é claramente exposta, timtim por timtim, no pensamento de Mao Tsé Tung, para o domínio de qualquer sociedade.
Mas entre contradições, melancias e coxinhas, a vida continua! Em 13 anos, 13, vejam a ironia, nos vimos livres de um dado poder ideológico, coisa que em outras nações só ocorreu após 40, 50 anos de domínio,angustias e fracassos. Volta e meia, como disse Nelson Rodrigues, somos masoquistas que cuspimos até em nossa própria sombra, mas, por essa e por outras, pelos Moro que nos acodem, parece que Deus não desistiu de ser... brasileiro!