É comum que as pessoas tenham planos para a carreira profissional, a vida afetiva e outras realizações de cunho pessoal, tais como fazer a viagem dos sonhos ou mesmo ganhar o mundo tantas vezes quantas o bolso permitir. Para muitos, o sentido da vida está na concretização desses planejamentos, os quais também podem ser relacionados à máxima popular de que realização é ‘escrever um livro, plantar uma árvore e ter um filho’.
Mas para outras, porém, a razão da existência não para por aí. Ainda que sejam bem-sucedidas no desempenho de suas funções e que tenham uma vida afetiva e familiar equilibrada e satisfatória, percebem a sensação persistente de ter algo a mais para cumprir. Uma inquietação que até pode ser momentaneamente compensada pela satisfação de êxitos profissionais, ganhos financeiros ou conquistas amorosas, mas que não será aplacada por realizações dessa natureza.
A Conscienciologia, uma new ciência estruturada para aprofundar no autoconhecimento ou o entendimento de nossa natureza, traz o conceito de programação existencial para o desejo íntimo e inabalável do indivíduo de que há algo diferente e importante para ser executado, sentimento que coloca muitas pessoas na condição de eternas ‘buscadoras’.
A falta de identificação da programação existencial - definida pelo neologismo proéxis - é fator gerador de incessante insatisfação e sensação de incompletude que pode levar ao isolamento e à alienação em relação à vida em sociedade. Uma ‘vida’ cujos hábitos podem ser enfadonhos para quem tem um projeto de vida mais consistente e gerar sentimento de falta de pertencimento, de ser o indivíduo um estrangeiro dentro do seu próprio ambiente.
A proéxis é o planejamento de metas a serem cumpridas durante a vida física que vai além da realização individual, pois está relacionado com a responsabilidade de tarefas em prol do coletivo. Esta inclinação de protagonizar ações que transcendem o universo pessoal e egocêntrico está presente em milhões de pessoas e não segue a lógica comum de satisfação pelo ganho material ou do status dele decorrente.
Por ter o projeto de vida um cunho empreendedor, a zona de conforto trazida pelas conquistas materiais – as quais são secundárias diante de uma meta maior – é um dos impeditivos mais comuns para a execução da proéxis. Junta-se a ela a falta de lucidez sobre a existência ou possibilidade de uma atuação do mais alto nível, fazendo com que o indivíduo se nivele pela média das pessoas a sua volta, a maioria delas desempenhando funções de um modo mecânico, seguindo a vida robotizado de acordo com o modus operandi social.
Para saber o que precisa ser feito, um bom caminho é usar a fórmula da retribuição pessoal por meio da reflexão sobre todos os aportes que permitem ter melhor condição de vida. E aí conta tudo: os bens materiais, a família e o apoio familiar, a profissão, as oportunidades de crescimento, a saúde, as amizades e, principalmente, a condição íntima de maior equilíbrio emocional.
Qual o retorno para tudo o que o universo nos oferece e que pode ser traduzido em facilidades e bem-estar? Adotar a postura de retribuição na mesma proporção do que recebe – e não somente através de atos isolados de caridade – é caminho condutor para execução da programação existencial. Do mesmo modo que sua indicação de existência, ela aparece na certeza íntima de estar no seu papel mais realizador nesta vida.
A Conscienciologia ajuda a entender que a proéxis nos chama para assumir novas responsabilidades evolutivas e para contribuir com o crescimento mútuo e a melhoria da vida coletiva. Você já sabe qual seu projeto de vida?