Artigos e Opinião

ARTIGO

Sylvia Cesco: "2017: Sejamos beija-flor"

Professora

Redação

05/01/2017 - 02h00
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Aos trancos e barrancos, 2016 conseguiu chegar  ao fim,  sacolejando a poeira, guardando as bandeiras e os  gritos de Abaixo Fulano, Fora Sicrano, que  lhe furaram os tímpanos,  turvaram-lhe ainda mais sua  visão, corroeram-lhe entranhas e coração.  Chegou  cansado. Exaurido.

Os maus políticos não lhe deram trégua.  O  povo  não lhe deu trégua. E aconteceu de ruas - esburacadas  ou não -   terem sido  tomadas de assalto;  ônibus  incendiados; escolas invadidas; patrimônios públicos depredados, por conta  dos  milhões, bilhões desviados  para os bolsos e  contas bancárias daqueles que deveriam  cuidar da educação, saúde e segurança de uma gente  sofrida. 

Os três Poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, se confundiram  em suas finalidades, extrapolaram seus limites e invadiram as searas  uns dos outros...

De fato, Ele, 2016,  enfrentou uma  senhora  confusão fazendo  com que  muitos se esquecessem  de que a prioridade  continua sendo a de  deixar vir o Homem Transformado, o  Homem que se liberta da egolatria, se volta para uma nova consciência onde não cabem a vaidade, a maledicência, a mesquinharia, material ou  afetiva.  Um Novo Homem que não se deixa aprisionar pela  fragilidade das  correntes partidárias, sejam elas de  esquerda,  de  centro ou  direita. Que caminha com segurança, vestindo azul, verde, rosa ou vermelho, e que acolhe  e não  critica  as cores do Arco Íris.  Nem sempre esse  Homem Novo  será compreendido. Poderá até ser chamado camaleônico. Se você é um  deles, não se intimide:  está na trilha certa  para “se expor à Luz e se tornar Luz”,  princípio universal expressado por  Paulo, o Apóstolo.

Continue sentindo alegria em compartilhar seus possíveis conhecimentos e  saberes a quem os solicitar, afinal, a    luz do Sol não é seletiva.  Nada mais gratificante do que conseguir chegar  ao  final do ano  com a sensação de não  ter colocado mais “lenha na fogueira” de um mundo já tão conturbado. Pelo contrário, você foi aquele  beija-flor da fábula que Betinho gostava de contar como metáfora para o ato solidário e que diz mais ou menos assim:

-Houve um incêndio na floresta e enquanto todos os bichos corriam apavorados, um pequeno beija-flor ia do rio para o incêndio levando gotinhas de água em seu bico. O leão, vendo aquilo, perguntou para o beija-flor:  “Ô beija-flor, você acha que vai conseguir apagar o incêndio sozinho?”  

E o beija-flor respondeu:  

-”Eu não sei se vou conseguir, mas estou fazendo a minha parte”.

 

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