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OPINIÃO

Rafael Britto: "O ano das Startups"

Advogado, pós-graduado em Direito Processual Civil, pós-graduando em Direito Empresarial

Redação

18/01/2017 - 01h00
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Startup é uma expressão que vem se tornando cada vez mais comum no mundo empresarial mas que ainda causa muitas dúvidas à grande parte da população. Afinal o que é uma startup?

Startups são pequenas empresas que, trabalhando em condições de extrema incerteza, buscam por um modelo de negócio inovador, que possa ser repetível e escalável, capaz assim de gerar grandes lucros. Neste conceito, importante entender que a expressão “modelo de negócio” é como a startup gera valor, isto é, como transforma seu negócio em dinheiro. Por exemplo, um dos modelos de negócio do Google é cobrar por click nos anúncios mostrados nos resultados de busca; modelo semelhante também é utilizado pelo site de busca de produtos Buscapé.com.

De acordo com levantamento realizado pela ABS – Associação Brasileira de Startups, até o final de 2015, o número de startups em operação no país chegava a 4.151, contabilizando um aumento de 18,6%, num período de seis meses. Os números de 2016 ainda não foram divulgados, mas estima-se um crescimento ainda maior.

Outro número interessante revelado pela pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), publicada no Brasil pelo Sebrae, é o de que a taxa de empreendedorismo da população adulta brasileira é atualmente superior à 40%, contra 20% de dez anos atrás, o que sinaliza uma mudança na cultura: os que antes buscavam por emprego, hoje buscam o próprio negócio.

E nem a crise econômica atravessada pela nação parece assustar as startups, já que possuem estrutura enxuta, usam e abusam de soluções tecnológicas para desenvolver seus modelos de negócios e já operam normalmente em cenários de muita incerteza e risco. Não existe estabilidade no cenário das startups, nem mesmo se sabe se a empresa continuará existindo no próximo ano ou ainda no próximo mês. 

O medo e a incerteza vivenciados pelas empresas tradicionais em épocas de crise são corriqueiros aos desenvolvedores de startups. E mais, com a crise as grandes empresas tendem a buscar soluções melhores e mais baratas para suas necessidades; e muitas vezes, tais tecnologias são oferecidas pelas startups.

Por fim, há de se lembrar que a crise econômica traz à tona novos problemas não antes vivenciados pela população, cenário perfeito para as startups oferecerem novas soluções para pessoas e empresas. Assim, o atual cenário pode se mostrar um terreno fértil para o crescimento e desenvolvimento das startups, que por sua vez estimulam o emprego, a autonomia profissional, a inovação tecnológica, o empreendedorismo e consequente impactam positivamente na economia do país. O que nos leva a crer que 2017 será o ano das startups!

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