A história recente do Brasil, aliada com o resultado econômico dos últimos anos, traz de volta uma antiga discussão sobre qual ideologia política o país deve seguir, direita ou esquerda? Esquerda ou direita?
Há aqueles que defendem a essência das ideias, mas também há os que atribuem rótulos para ambos os lados: vermelhos, azuis, coxinha, caviar, etc.
Sem adentrar em uma análise mais aprofundada, podemos sintetizar a esquerda como sendo uma ideologia que defende que o Estado é indutor da sociedade para alcançar o bem comum, utilizando dos recursos arrecadados dos impostos para promover ações de caráter social, fomentar o desenvolvimento econômico por meio de incentivos e programas de financiamento, além de concentrar o domínio de parte da atividade econômica e da prestação de serviços públicos.
Já a direita é o oposto, pois o Estado deve concentrar seus esforços nas atividades essenciais como segurança, justiça e educação, baseado no preceito de que o indivíduo é o verdadeiro gerador de riquezas, cabendo a ele, e não ao Estado decidir como gerir seus recursos, e assim buscar os melhores serviços em um ambiente em que a concorrência regula o mercado. Estas são as ideias básicas.
Em ambas as ideologias ainda há posicionamentos a respeito de família, religião, criminalidade, desarmamento, direito de propriedade entre outros temas.
Agora vamos ao cerne do problema!
O Brasil já foi governado por governos de ideologia de esquerda e governos de ideologia de direita e em todos eles teve corrupção, desigualdade social e má prestação de serviços públicos, ou seja, é nítido que o problema está nas pessoas que governam, e não na ideologia política.
O que é possível fazer então?
Primeiro de tudo é renovar o Congresso Nacional, não apenas para demitir aqueles parlamentares envolvidos em escândalos de corrupção, mas para que tenhamos as reformas necessárias para tornar a administração pública mais impessoal possível. Para as pessoas tenham consciência de que não se deve eleger “salvadores da pátria” e sim gestores públicos comprometidos com a eficiência.
O que se vê é que de maneira geral, aqueles que deveriam legislar em favor do interesse público, o fazem para atender interesses particulares, privados e por vezes até partidários.
Portanto, é necessário reformar as leis para que a Administração Pública seja o mais impessoal possível, principalmente em relação às normas de licitação, provimento de cargos públicos, tecnologia da informação e gestão de dados, infraestrutura, modelos de produtividade na administração pública, entre outros temas de fundamental relevância para destravar o desenvolvimento do país, afinal, mais importante que ideologia política é o interesse público, é o povo!