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Editorial desta quinta-feira: "Reajuste impossível"

Editorial desta quinta-feira: "Reajuste impossível"

Redação

23/02/2017 - 03h00
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Muitos servidores entenderam que na situação que as finanças da Capital estão, é melhor ficar sem aumento salarial, do que não ter dinheiro no fim do mês.

O prefeito Marcos Trad voltou a afirmar ontem que os servidores de Campo Grande deverão ficar sem aumento neste ano de 2017.

A declaração foi em resposta ao pleito dos professores do município, que reivindicam pagamento do reajuste estabelecido por lei federal do piso da educação, que neste ano, orienta um reajuste de 7,64% para a categoria.

É preciso esclarecer que o reajuste para quem trabalha na Prefeitura de Campo Grande não será pago porque a atual administração assim deseja. Infelizmente, os salários dos professores, e dos outros servidores do município, certamente, ficarão sem qualquer tipo de aumento porque não há dinheiro suficiente para isso. 

Para se ter uma ideia, na manhã de ontem, Trad e o secretário de Finanças do município, Pedrossian Neto, apresentaram aos vereadores meta de economizar R$ 215 milhões neste ano.

A partir da situação financeira caótica demonstrada, é, no mínimo, falta de bom senso esperar que o município aumente suas despesas com reajustes de salários, indo na contramão da política de equilíbrio fiscal para colocar a máquina pública em dia.

A maioria dos servidores tem testemunhado, não só pelos meios de comunicação, mas também nas ruas e no comércio, os efeitos da crise: aumento do custo de vida, e maior número de desempregados na cidade. Estas características da recessão têm reflexo direto nos cofres da prefeitura: baixa atividade econômica, que significa menos arrecadação por meio de impostos, como os que tributaram os serviços prestados, e as transações imobiliárias. 

Muitos dos que trabalham no poder público já entenderam que na situação em que a administração da Capital está, é melhor ficar sem aumento salarial, do que não ter dinheiro no fim do mês. Diga-se de passagem, nos últimos dois anos, o município teve dificuldade para pagar em dia as folhas de novembro, dezembro e 13º salário. O equilíbrio que está sendo buscado pela equipe de Marcos Trad é justamente para que situações como estas não se repitam.

A falta de condições financeiras do município para reajustar o salário de seus servidores não é apenas frustrante para aqueles ficarão sem um salário mais alto.

Todo gestor espera arrecadar o suficiente para honrar as contas da administração e oferecer as melhores condições possíveis aos funcionários. A realidade, contudo, não é essa.

Também é importante lembrar que a origem deste drama a que estão sendo submetidos os funcionários do município está nas duas últimas administrações de Campo Grande.

Os ex-prefeitos Alcides Bernal e Gilmar Olarte provaram que não sabem nada de gestão pública e planejamento, e ajudaram a criar o caos em que as finanças se encontram atualmente. 

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