Campo Grande fulgura no contexto nacional por seu rico patrimônio humano, constituído por sua população cosmopolita, mesclada por pessoas de variadas etnias e origens. A cidade acomoda em seus quadrantes um peculiar contexto de habitantes oriundos de várias partes do mundo, que aqui chegaram e se instalaram para viver com dignidade com suas famílias. Poucas cidades brasileiras possuem tão distinto acervo humano, que a destaca no cenário do Novo Mundo como rumo de imigrantes estrangeiros, que aqui chegaram notadamente no final do século XIX até meados do século XX.
Neste aspecto histórico, Campo Grande, guardadas as proporções econômicas, se ombreia aos grandes centros populacionais do mundo, como Nova York, São Paulo e Buenos Aires, que receberam grandes contingentes de imigrantes europeus e asiáticos nessa mesma época, como já me reportei sobre o assunto em outro comentário. A pequenina e heroica Campo Grande atraiu levas de sírios, libaneses, japoneses, paraguaios, italianos, espanhóis, portugueses, chineses e até mesmo greco-romanos. Esse caldeirão de línguas e costumes deu à Cidade Morena o toque singular de uma pitoresca Torre de Babel.
A cidade evoluiu admiravelmente de forma horizontal e vertical, com a rapidez característica das metrópoles bem administradas, produtoras de boa qualidade vida, sem favelas e sem a aviltação de problemas sociais. Ver e ouvir os mais variados idiomas falados em Campo Grande pelos membros das várias colônias de estrangeiros aqui radicados, constitui um pitoresco atrativo, que somente se vê nas grandes regiões cosmopolitas do mundo.
Em pouco menos de cem anos, nossa bela cidade evoluiu em todas atividades produtivas, chegando ao Século XXI com pujança material e humana. Graças às boas administrações passadas, Campo Grande adquiriu o status de centro urbanístico do Centro-Oeste, chegando atualmente a se aproximar de um milhão de habitantes. Assim foi até a regular gestão do prefeito Nelson Trad, que administrou a cidade sob a batuta de André Pucinelli. A partir de então, com a infeliz investidura de Alcides Bernal no cargo de prefeito, Campo Grande amargou um verdadeiro caos político-administrativo, o que motivou seu afastamento do cargo por força de medida liminar, que o obrigou a entregar o poder ao vice-prefeito Gilmar Olarte. Todos esperavam a normalização do impasse em curto prazo, todavia o novo prefeito trouxe piores entraves administrativos, derrubando fragorosamente tudo de bom quanto Campo Grande adquirira através das respeitáveis administrações do passado, o que o levou à prisão por incúria administrativa.
Lamentável que Campo Grande fora entregue inteira a Bernal e Olarte, com boa malha viária e urbanização satisfatória. Agora, ao assumir a prefeitura, Marquinhos Trad recebe a cidade envolta num grave caos urbano e administrativo, com a malha viária destruída em quase todos os quadrantes, bairros periféricos entregues ao mais completo abandono, e confusão em todos os segmentos jurídicos do município.
Observo que Marquinhos, logo ao assumir o cargo, passou imediatamente à ação, agitando homens e máquinas a efetuarem a operação de recuperação da cidade, demonstrando desde logo o ânimo para o trabalho de reconquista do nosso orgulho pela nossa amada Campo Grande. Diante deste quadro fático, todos os segmentos políticos da cidade devem se unir em volta do prefeito, procurando assim uma fórmula eficaz para colocar a cidade novamente nos trilhos, pois é aqui que vivemos com nossas famílias, e assim necessitamos urgentemente reconquistar aquela cidade gostosa, que tanto nos orgulhava por sua urbanização atraente.
Portanto, é dever de todos nós ajudar o carismático prefeito a governar a cidade com sabedoria e amor, pois Campo Grande não merece ser aviltada por elementos mesquinhos, que só pensam na própria felicidade.