“Nenhuma empresa pode ser verdadeiramente grande sem um conjunto de princípios nos quais perseverar e construir que sirvam de âncora e guia diante de um mundo em permanente transformação. Ao mesmo tempo, nenhuma empresa pode continuar sendo grande sem estimular o progresso, mudança, renovação, melhorias...” escreveu o consultor norte-americano Jim Collins (2013).
A governança pública proclamada como um novo paradigma, distinto da nova gestão pública e da administração pública burocrática ortodoxa, aplica-se em novos tempos e contextos, marcados pelo pluralismo, complexidade, ambiguidade e fragmentação. Propõe escopos mais amplos, colocando-se numa perspectiva mais abrangente de governo (“whole of government”) e sociedade (redes de governança).
E é exatamente com esta visão que a UFMS tem sido administrada desde 8 de novembro de 2016, quando a nova equipe da atual gestão assumiu aquela que é a 47ª melhor universidade pública do País (Folha de São Paulo), a 3ª melhor da Região Centro-Oeste (Guia do Estudante) e a 1ª do Estado de Mato Grosso do Sul (Folha de São Paulo).
Não se trata apenas de gerir um dos maiores orçamentos do Estado, mas também de cuidar de todo o capital humano que faz a instituição funcionar em prol dos mais de 15 mil alunos que frequentam a UFMS e também de colocar em prática um novo arranjo institucional, baseado em diálogo, comprometimento, ética, inovação, parcerias e transparência.
Nos primeiros seis meses de sua gestão, o reitor Marcelo Turine convocou sua equipe de colaboradores a realizar algo bastante desafiador: mudar, renovar, melhorar, sem mexer na essência da UFMS, sem perder de vista o maior patrimônio, que são os alunos de graduação e pós-graduação e sem gastar um centavo fora do reduzido orçamento repassado pelo MEC que já está comprometido em 85% com folha de pagamento de pessoal, otimizando tempo e dinheiro em prol do bem público.
Mas como fazer tanto, com pouco recurso e em reduzido espaço de tempo? Com planejamento, gestão estratégica, dedicação integral, respeito à equipe, serenidade e visão de futuro. Algo que pouco se viu fazer em anos anteriores na administração da UFMS.
Em sua gestão, o reitor Marcelo Turine tem colocado em prática três importantes ações estratégicas:
1) a nova vivência universitária: com foco no aluno e em todas as experiências necessárias para o melhor desenvolvimento de sua formação. Afinal, a universidade só existe para e pelo alunado;
2) a nova experiência de trabalho e valorização dos servidores técnico-administrativos e docentes: uma vez que todos são vistos igualmente responsáveis por fazer da UFMS uma instituição reconhecidamente excelente nacional e internacionalmente;
3) o novo modo de administrar o bem público, com ética, transparência, metas e objetivos bem definidos, controle de riscos e de processos, com revisão de todos os contratos, a fim de reduzir os excessos e concentrar na melhoria das ações finalísticas e sustentáveis para ensino, pesquisa e extensão.
Manter a essência e estimular o progresso, este é um dos grandes desafios desta gestão à frente da UFMS. Trata-se de uma dualidade dinâmica, mas adotada por instituições e empresas lideradas por pessoas com impulso implacável para o progresso/mudança, melhoria, inovação e renovação.
Grandes organizações mantêm clara a diferença entre seus valores fundamentais, que nunca mudam, e estratégias operacionais e práticas culturais, que se adaptam infinitamente a um mundo em mudança.
Trilhando apenas seis meses este caminho, a UFMS já reconhece que pode se tornar uma referência nacional e internacional e segue solidamente rumo ao progresso.