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OPINIÃO

Hellen Queiroz: "Assistente social combate a injustiça e o cenário de desigualdade"

Hellen Prado Benevides Queiroz é mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional e professora do curso de Serviço Social da Uniderp

Redação

16/05/2017 - 01h00
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Ser assistente social é estar comprometido com a construção de uma nova sociedade, baseada na justiça e na equidade, sem dominação ou exploração de classe, etnia e gênero e pela defesa da qualidade dos serviços sociais em várias instâncias de atuação. O serviço social atua nas expressões da “questão social”, que se originam no antagonismo entre capital e trabalho, na implementação das políticas sociais. Luta pelo acesso aos direitos sociais, civis e políticos.

Ontem, 15 de maio, foi comemorado o Dia do Assistente Social, uma data que celebra a dedicação na luta por melhores condições de vida, saúde e trabalho para os grupos sociais mais vulnerabilizados ou “à margem da sociedade”. O profissional é um membro ativo na luta pelos direitos humanos.

É nossa rotina analisar, elaborar, coordenar e executar planos, programas e projetos que viabilizem os direitos da população e seu acesso às políticas de saúde, educação, previdência social, habitação, assistência social e cultura. Analisamos as condições de vida da população e orientamos sobre como ter acesso aos direitos e serviços que atendam a suas necessidades sociais.

Desenvolvemos, também, pareceres, estudos e avaliações, analisando documentose estudos técnicos e coletando dados e pesquisas. Além disso, trabalhamos no planejamento, na organização e na administração dos programas e benefícios sociais fornecidos pelo governo, bem como na assessoria de órgãos públicos, privados, organizações não governamentais (ONG) e movimentos sociais. Podemos, ainda, atuar como docentes no Ensino Superior, ajudando a formar novos profissionais nos cursos de Serviço Social.

Por ser tratar de profissionais que estudam a realidade social brasileira e trabalham, em sua maioria, diretamente com a população, assistentes sociais podem ser importantes fontes de informação. Em situações de violação de direitos humanos, é comum encontrarmos análises de profissionais do direito, da psicologia, entre outras categorias. Entretanto, o olhar para a questão social nem sempre é levado em conta. Como ficamos face a face com os problemas sociais, temos a capacidade de analisar situações noticiadas diariamente. Este ano, a campanha proposta pelo Conselho Federal de Serviço Social traz o tema “Na luta de classes não há empate” e evidencia o compromisso de nossa categoria em defesa das liberdades democráticas e dos direitos sociais. Ilustra a intensificação da violência e criminalização das lutas sociais.

Nesse contexto, o assistente social se destaca como um profissional qualificado e competente para contribuir na formulação e na articulação das políticas sociais públicas, com a organização e a mobilização da sociedade civil, tendo em vista a garantia dos direitos sociais e do exercício da cidadania no combate à injustiça e à desigualdade social.

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