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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta sexta-feira: "É preciso mais do que foi feito"

Confira o editorial desta sexta-feira: <br>"É preciso mais do que foi feito"

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É necessário que a relação entre a concessionária e a população se encaminhe para o segundo estágio, o dos resultados estruturais.

Desde 2014, quando assumiu a concessão da BR-163 em Mato Grosso do Sul, o Grupo CCR conseguiu acabar com o status de “Rodovia da Morte” da estrada, que até então era campeã em acidentes e em letalidade no Estado. A recuperação do asfalto nos 842 quilômetros de rodovia e a melhoria da sinalização foram essenciais para a mudança deste cenário. 

O motorista que trafega pela rodovia também teve outros ganhos em segurança e assistência técnica, com equipes de médicos, mecânicos, entre outros funcionários, presentes 24 horas ao longo de toda a extensão da estrada. Um grande ganho para o usuário, quando comparado ao período em que a rodovia era administrada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). 

Passados três anos do início da concessão, e dois anos da cobrança de pedágio, os resultados relativos à assistência ao usuário, atendimentos médicos e manutenção do piso da rodovia, com a devida sinalização, não merecem mais comparativo com o período anterior, sob administração do governo federal. Em se tratando de malha rodoviária, qualquer pessoa sabe que a gestão privada é melhor que a pública. O parâmetro agora é outro. É o contrato. São as obrigações, bem como a proporcionalidade e distribuição dos serviços executados até agora. O trecho norte da rodovia, entre Campo Grande e a divisa com o estado de Mato Grosso, era um dos campeões em acidentes e em mortes. Foi um dos que mais receberam obras de duplicação. Nada contra, até porque a obrigação contratual era de duplicar toda a rodovia num período de cinco anos. No trecho sul da rodovia, entre a Capital e a divisa com o estado do Paraná, o trabalho de duplicação foi bem menos intenso. As maiores intervenções ocorreram nos municípios de Caarapó e Juti. Houve pequenos ajustes em Rio Brilhante. Só.

As justificativas sobre a demora foram as mais variadas: longa espera por licença ambiental e período além do previsto para liberação de recursos por agentes financiadores, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Estes argumentos, porém, não convencem ao explicar por que o trecho localizado entre as cidades de Campo Grande e Nova Alvorada do Sul, um dos mais movimentados, ainda não conta com uma parte considerável em duas pistas. 

Depois de paralisar as obras no primeiro semestre deste ano, alegando queda no movimento e retenção de recursos de empréstimos pelos bancos oficiais, a CCR MSVia retomou os trabalhos em agosto, pouco antes de o presidente Michel Temer editar medida provisória flexibilizando as exigências do contrato. O trecho entre Campo Grande e Nova Alvorada estava entre os que seriam concluídos. A equipe do Correio do Estado, contudo, não encontrou um operário sequer trabalhando na pista. É necessário que a relação entre a concessionária e a população se encaminhe para o segundo estágio, o dos resultados estruturais. Não há quem não reconheça a melhoria na segurança e na sinalização, sinais evidentes desde que a concessionária assumiu a via. Porém, quem precisa passar pela rodovia  quer mais, até porque, paga por isso. 

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