É importante constatar que a presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) é atualmente ocupada por uma mulher, o mesmo acontecendo na Procuradoria-Geral da República (PGR), órgão supremo da vigilância de nossa legislação.
O que pode ter havido na alta cúpula da administração do País para que isso fosse possível?
Em um período de turbulência política e crise econômica, tendo como fato marcante a cassação da presidente da República, Dilma Rousseff, e do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que está em presídio há mais de um ano?
Podemos encontrar na definição de “Ideologia” talvez a explicação para esse fato tão marcante, pois a ideologia é um conjunto de normas, símbolos, valores, ideias e práticas sociais que tenta justificar as relações econômicas e sociais existentes no interior da sociedade.
Ou seja, é a visão que a sociedade tem de si mesma. Uma parte importante da ideologia é constituída de práticas sociais que, por assim dizer, penetram no sangue da sociedade e se tornam coextensivas a ela.
A ideologia portanto mantém a coesão social, tem muito a ver com as pessoas ou grupo de pessoas que habitam a mesma região, comungando os mesmos hábitos e cultivando a mesma tradição.
Temos uma percepção que a definição de ideologia finalmente foi absorvida pelas mulheres, por sua natural vocação para com os cuidados nas lides domésticas, com a predominância na educação dos seus filhos, e, na necessidade de aumentar a renda familiar, arregaçaram as mangas e partiram para as conquistas de seus espaços. Fizeram-no com muita competência e foram reconhecidas pela sociedade como um todo.
Hoje constatamos em todos os segmentos econômicos e sociais a presença delas; faltavam-lhes, entretanto, se inserirem nas lides políticas, de maneira inteligente e, talvez, bem mais organizada do que os homens.
A partir de então, uma forte motivação parece haver contaminado as nossas guerreiras, que decididamente resolveram encarar o difícil desafio de comandar os negócios de suas cidades e de seus estados, havendo até mesmo candidatas à Presidência da República.
Nesse momento, homens e mulheres têm de dar as mãos, numa demonstração de civismo, de amor à Pátria e de respeito ao povo, que, ao que tudo indica, está fortemente inclinado a escolher candidatos/as de reconhecida idoneidade moral e ética, que possam gerir a administração pública com muita competência e seriedade, verdadeiros estadistas e altruístas que saberão honrar a confiança da população. Pesará e muito a sensibilidade das mulheres para a escolha criteriosa nas próximas eleições.